O Bradesco anunciou nesta semana que deixará de oferecer uma das formas de pagamento mais tradicionais do Brasil. A medida, que entra em vigor em dezembro, marca o fim da emissão de cheques para clientes pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs).
Embora essa modalidade já tenha perdido espaço nos últimos anos, a decisão do banco chama atenção pelo seu peso no sistema financeiro nacional.
Como uma das maiores instituições bancárias com capilaridade física no país, o movimento do Bradesco pode abrir caminho para que outras instituições sigam a mesma direção, acelerando ainda mais a descontinuação dos cheques no Brasil e afetando milhões de correntistas.
Forma de pagamento muito famosa vai deixar de existir no Bradesco
Na prática, a partir do mês de dezembro, clientes do Bradesco que não possuem CNPJ de empresa não poderão mais solicitar talões de cheque. A funcionalidade seguirá disponível apenas para contas corporativas, que ainda utilizam o recurso em algumas operações específicas.
Em comunicado enviado aos clientes, o banco recomendou o uso de meios eletrônicos para transações financeiras, destacando o Pix como principal alternativa.
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou rapidamente como o meio de pagamento preferido pelos brasileiros, oferecendo agilidade, gratuidade e disponibilidade em tempo real.
O banco justificou a decisão com base em mudanças no comportamento dos usuários, que estariam migrando de forma massiva para soluções digitais.
Segundo dados do setor bancário, o uso de cheques despencou nas últimas décadas, reflexo direto do avanço tecnológico e das novas demandas de praticidade no cotidiano.
O Bradesco afirma que a medida acompanha esse processo de transformação e visa oferecer uma experiência mais eficiente e alinhada ao perfil atual dos clientes.
Bradesco sinaliza que futuro das transações bancárias pode ser 100% digital
A tendência é clara nos números. Enquanto o volume de cheques compensados vem caindo de forma constante, 96% desde 1995, segundo a Febraban, o Pix ganha cada vez mais protagonismo.
No segundo trimestre de 2025, foram registradas 35,8 milhões de compensações de cheques, frente a impressionantes 19,4 bilhões de transações via Pix.
Em termos de valor movimentado, os cheques representaram menos de 1% do que circulou pelo novo sistema no mesmo período.
Com essa decisão, o Bradesco não apenas aposenta um velho conhecido dos brasileiros, mas também sinaliza que o futuro das transações bancárias deve ser 100% digital.





