Apesar de ser um dos maiores grupos financeiros do Brasil e da América Latina, o banco Bradesco causou preocupação ao encabeçar a onda histórica de demissões no setor bancário, que já totaliza mais de 4.600 cortes.
De acordo com informações recentes, a instituição encerrou cerca de 1.875 postos de trabalho só no primeiro semestre de 2025, com mais de 1.200 tendo ocorrido no período entre abril e junho.
Embora tenha dado a impressão de que estaria encerrando suas atividades no Brasil, as demissões do Bradesco estão ligadas à estratégia de expandir e reforçar o uso do internet banking, que vem sendo utilizado por mais clientes a cada dia.
Vale destacar que os desligamentos ocorreram principalmente em agências físicas espalhadas por todo o Brasil, com foco em regiões urbanas onde os serviços digitais já são amplamente utilizados.
Em contrapartida, a instituição anunciou a contratação de cerca de 2.500 profissionais nas áreas de tecnologia e análise de dados, reforçando assim sua prioridade na transformação digital.
“Onda de cortes”: destaques além do Bradesco
Embora os desligamentos do Bradesco tenham sido expressivos, outros bancos também registram cortes significativos. Inclusive, o Santander já figura na segunda posição com cerca de 1.728 cortes contabilizados durante o período.
Como justificativa, a instituição também destacou o aumento do investimento em tecnologia. Só que o mesmo não pode ser dito do Itaú, que chegou a demitir cerca de 1 mil trabalhadores em uma única semana, alegando baixa produtividade no home office.
Em razão disso, entidades sindicais acusaram a instituição de efetuar demissões coletivas sem prévio aviso e protocolaram ações judiciais com o objetivo de reintegrar trabalhadores ou obter compensações financeiras.
Cortes excessivos preocupam os trabalhadores
Por mais legítimo que seja o discurso de modernização, considerando o aumento da utilização de aplicativos bancários, entidades e especialistas econômicos alertam sobre os potenciais riscos sociais destas transformações.
Afinal, os cortes excessivos nos quadros de funcionários provoca pressão sobre os trabalhadores, acentua a desigualdade social e compromete a confiança no setor bancário. Além disso, o fechamento de agências impacta negativamente idosos e residentes de áreas rurais.





