Ao longo dos 5 anos desde que o Pix foi disponibilizado ao público, em 2020, o Banco Central tem analisado diferentes estratégias para fortalecer a segurança da ferramenta e, consequentemente, aprimorar a proteção dos usuários.
E a partir da próxima semana, a entidade disponibilizará o mais novo mecanismo dedicado a este objetivo, que visa dificultar ainda mais a ação de golpistas por conta de seu funcionamento mais amplo.
Isso porque a novidade, que está sendo chamada de Mecanismo Especial de Devolução 2.0 (ou MED 2.0), permitirá não apenas bloquear recursos de contas primárias, mas também de contas intermediárias, rastreando toda a trajetória dos valores.
De acordo com o BC, a ferramenta entrará em ação a partir do dia 23 de novembro, e promete possibilitar o resgate dos montantes mesmo quando eles forem repassados a usuários distintos com o intuito de despistar as instituições financeiras.
A princípio, o MED 2.0 passará a atuar de forma facultativa. Entretanto, no dia 2 de fevereiro de 2026, a funcionalidade se tornará obrigatória, passando a ser adotada como padrão por todos os bancos, que receberão todas as informações sobre ocorrido quando estiverem envolvidas.
MED 2.0: como utilizar a nova funcionalidade do Pix?
Embora o BC ainda não tenha esclarecido mais detalhes sobre o uso da nova ferramenta, existe a possibilidade de ela se tratar de um uso passivo, servindo como uma atualização para o próprio MED.
Sendo assim, caso uma transação fraudulenta via Pix ocorra, o cliente precisará apenas acionar a funcionalidade padrão, que desde outubro, recebeu um botão para ativação direta pelos aplicativos bancários.
Contudo, também é possível seguir o procedimento tradicional e entrar em contato com a instituição para relatar o ocorrido e acionar o MED. A partir disso, o banco iniciará a análise do caso, que, embora passe a ser realizada de forma mais detalhada, mantém o prazo de devolução de até 11 dias após a contestação.





