Completando seu quinto ano em atividade, o Pix já se tornou o meio de pagamento mais utilizado do Brasil, superando até mesmo os cartões em volume de transações. No entanto, nem toda popularidade que a ferramenta conquistou é positiva.
Afinal, características como o imediatismo do pagamento também chamaram a atenção de criminosos, que passaram a desenvolver golpes digitais para se aproveitar da modalidade. Só que, felizmente, já existe uma forma de se recuperar do prejuízo.
Desenvolvido pelo Banco Central, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) é uma funcionalidade que permite que vítimas de fraudes ou falhas operacionais recuperem valores enviados via Pix em poucos dias.
Embora não haja garantia de reembolso automático, uma vez que cada caso será analisado individualmente, o MED pode garantir transferências de até R$ 2.500, sendo este seu teto de devolução.
E vale destacar que, caso o montante perdido seja superior ao limite mencionado, a ferramenta realizará o reembolso por meio de múltiplos depósitos oriundos da conta do criminoso, até que a totalidade da dívida seja quitada.
MED: como utilizar a funcionalidade do Banco Central para garantir reembolso?
Para pedir o reembolso de uma transação indevida, o primeiro passo é acionar o banco de origem pelos canais oficiais. No momento da solicitação, é necessário informar dados como valor transferido, data e a chave Pix do recebedor.
Após a solicitação, o banco inicia uma análise interna que pode levar até sete dias corridos. Por fim, caso fraude seja identificada e o valor ainda estiver disponível na conta do criminoso, a devolução será integral em até 11 dias. Caso contrário, o reembolso ocorrerá em parcelas, de acordo com o saldo existente.
ATENÇÃO: o cliente deve registrar a reclamação no banco em até 80 dias após a transferência suspeita.
Banco Central permite contestação via internet banking
Originalmente, o processo de contestação de pagamentos via Pix estava restrito ao atendimento telefônico ou presencial nas agências. Contudo, a partir de 1º de outubro, o Banco Central permitirá que o registro seja feito diretamente pelo aplicativo dos bancos.
Será disponibilizada aos usuários uma ferramenta de autoatendimento, por meio da qual poderão encaminhar a documentação comprobatória com maior facilidade, ampliando as possibilidades de ressarcimento.





