Ícone do site Tribuna de Minas

Liberdade à mesa: começou o JF Sabor

IMG 20260924 WA0040
PUBLICIDADE

A edição 2026 do festival chega com o tema “Liberdade” e colocou na categoria Petiscos e Porções, a minha predileta. São onze receitas criadas especialmente para a ocasião. Tem costela, porco, bacalhau, camarão, angu, batata, chuchu, quiabo e até releitura de clássicos da cozinha mineira.

Ou seja: para quem gosta de fazer turismo gastronômico é só montar o seu roteiro:

PUBLICIDADE


Baces – Croqueta de Rosti Mineira
Começamos pela Baces, atual campeão da categoria. A Croqueta de Rosti Mineira é feita com batata ralada moldada em formato de croquete, recheada com queijo canastra e costela bovina ao vinho tinto. Depois vem o empanamento em panko, a farofa crocante de bacon e, para completar, uma compota de pera ao vinho, laranja e pimenta.

É uma receita que mistura crocância, cremosidade, carne e um contraponto agridoce e picante. Mineiridade com sotaque contemporâneo.

Bar da Sidneia – Xodó da Sidneia
No Bar da Sidneia, o chuchu ganhou roupa nova e ficou ainda melhor. O Xodó da Sidneia é um bolinho crocante de chuchu recheado com costelinha suína desfiada e queijo meia cura. Por cima, couve crispy e farofa de torresmo. Para acompanhar, maionese artesanal da casa e molho de goiabada.

PUBLICIDADE

É aquele tipo de prato que pega ingredientes conhecidos do mineiro e muda completamente a conversa. O chuchu, que tantas vezes aparece discretamente na cozinha de casa, aqui ganha protagonismo.

PUBLICIDADE

Bar do Luiz – Cupim do Luiz
No Bar do Luiz, a estrela é o cupim. O Cupim do Luiz traz 350 gramas de cupim premium, preparado ao molho de cerveja escura e especiarias. Para acompanhar, mandioca na manteiga de garrafa e farofa crocante de bacon.

Uma combinação de sabores intensos, com a carne ocupando o papel principal e os acompanhamentos entrando para completar a experiência. É daqueles pratos que pedem mesa, conversa e tempo para aproveitar.

PUBLICIDADE

Bar do Totonho – Tradição Mineira
O nome já entrega a proposta. A Tradição Mineira, do Bar do Totonho, apresenta linguiça artesanal de barriga suína – preparada pelo próprio Totonho – assada lentamente, servida com mandioca cremosa e Catupiry.

É uma receita que aposta na simplicidade bem executada: linguiça artesanal, mandioca e queijo, três elementos que conversam muito bem com a memória afetiva da cozinha mineira.

PUBLICIDADE

Bigodeira – Canela, Porco e Prosa
Na Bigodeira, a liberdade veio acompanhada de muita sustância. A Canela, Porco e Prosa leva canela de porco cozida e assada lentamente, colocada sobre um purê de batatas aveludado e finalizada com bacon crocante.

É prato que faz jus ao nome: porco, purê e prosa. E, convenhamos, três ingredientes que combinam perfeitamente com a ideia de um bom encontro de buteco. É um prato que já nos conquista à primeira vista!

Buteco Manoel Honório – Sabor da Roça no Buteco
Aqui a roça aparece em forma de bolinho. O Sabor da Roça no Buteco é um bolinho crocante de arroz – clássico dos butecos – com costelinha de porco, recheado com quiabo e finalizado com flor de Catupiry, pimenta-biquinho e crocante de quiabo – esse último merecia uma porção só dele!

Para completar, entram um vinagrete de laranja e uma geleia de abacaxi com pimenta. É uma receita que brinca com diferentes texturas e combina o sabor da comida de roça com elementos doces, cítricos e picantes.

Camarê – Bombom de Camarão
Do interior para o mar, o Camarê apresenta o Bombom de Camarão. São bombons crocantes de camarão recheados com requeijão cremoso e envolvidos em delicados fios de massa Harumaki. Bonito demais!

A criação chega à mesa sobre molho tártaro artesanal. O resultado é uma proposta mais delicada, que aposta no contraste entre o recheio cremoso e a camada externa crocante.

Cleusa’s Restaurante – Ouro Verde
E tem receita participante que vem de fora de Juiz de Fora. Em Conceição de Ibitipoca, o Cleusa’s Restaurante apresenta o Ouro Verde: bolotas de angu e costela suína recheadas com ora-pro-nóbis e cream cheese.

Para acompanhar, geleia de maracujá com pimenta dedo-de-moça. Uma receita que aproxima ingredientes de forte identidade mineira — como angu, costela e ora-pro-nóbis — de uma apresentação mais contemporânea.

Delícias da Andrea – Sem Algemas
O nome tem tudo a ver com o tema do festival. O Sem Algemas, do Delícias da Andrea, é um croquete de joelho de porco cozido lentamente e desfiado, envolvido em crosta crocante de panko.

A receita é servida com molho agridoce de mel e mostarda e traz, segundo a própria descrição do festival, um convite para deixar os talheres de lado e comer com as mãos. Liberdade, literalmente, em cada mordida.

Poleiro do Galo – Pérola de Bacalhau
No Poleiro do Galo, um clássico ganhou recheio novo. A Pérola de Bacalhau é o tradicional bolinho de bacalhau, preparado com batata e bacalhau Gadus morhua norueguês, mas com uma surpresa cremosa no interior.

São duas possibilidades de recheio: Catupiry ou gorgonzola. A receita mantém a identidade do bolinho tradicional e acrescenta duas opções de recheio para mudar completamente a experiência a cada mordida. Tudo isso com o atendimento cortês e primoroso da equipe do Poleiro

St. James Cocktail Bar – Party Monsters
Fechando a lista, o St. James apresenta o Party Monsters, uma receita de perfil mais contemporâneo. A copa-lombo passa por longa cocção, é glaceada no conhaque e recebe demi-glace de barbecue de goiaba e molho roti.

A carne é servida sobre creme de milho tostado na manteiga e finalizada com amendoim torrado e espuma de caipirinha com raspas de limão-siciliano. Uma composição que reúne doce, acidez, cremosidade e diferentes texturas. Peça um bom drink, especialidade da casa, para acompanhar!

Agora é montar a caravana! Onze receitas, onze histórias e uma boa quantidade de desculpas para sair de casa. O JF Sabor 2026 segue até 1º de novembro, então, minha dica desta sexta-feira é simples: organize a caravana, chame os amigos, escolha uma região da cidade, monte o roteiro e vá conhecer os participantes de Petiscos e Porções.

Porque, em Juiz de Fora, quando a gastronomia chama, a gente não precisa de muito motivo para ir para os nossos bares prediletos. E essa liberdade de escolha é coisa nossa, e está até na nossa bandeira, né gente? Bom apetite e boa caravana!

Sair da versão mobile