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Que saudade que deu!

O evento da entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio de Criação Juracy Neves, do Grupo Solar de Comunicação, foi um momento de reviver os bons tempos do Clube de Criação de Juiz de Fora.

Por Sergio Gattás Bara. Fundador da Iso4 Comunicação, Diretor de Criação da IDC/Iso4, pai de três meninos e apaixonado pela vida.

23/12/2018 às 09h00 - Atualizada 21/12/2018 às 21h37

O evento da entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio de Criação Juracy Neves, do Grupo Solar de Comunicação, foi um momento de reviver os bons tempos
do Clube de Criação de Juiz de Fora. Não sou saudosista. Mas foram de ouro os anos em que o Clube promoveu seu prêmio. O mercado publicitário local estava em ebulição. O país vivia uma época de crescimento provocado por uma macroeconomia mundial favorável e uma economia nacional até então com bases estruturais sólidas.

Os investimentos em campanhas proliferavam. E a valorização do trabalho das agências de propaganda estava onde sempre deveria estar – em alta. Os prêmios
de criação tiveram uma repercussão enorme. A ideia do Júri Popular mobilizou e sensibilizou as pessoas e expôs as criações de uma forma diferenciada jamais vista.

O apoio dos veículos foi fundamental para viabilizar os eventos. Todos investiram, divididos nas cinco categorias – Gráfica, Jornal, Mídia Exterior, Rádio, TV. O
evento no Salão Cristal do Cascatinha foi inesquecível. E assim os prêmios se sucederam. Até parar… O mercado mudou. Mudou muito. O mundo digital chegou
como um tsunami avisado. E cresceu – e cresce. No meio do caminho, crises. Na macroeconomia mundial. E, depois, uma desnecessária – e gravíssima – crise nacional.

Inevitável que esta receita bombástica refletisse no mundo da publicidade local. A necessidade e o aperto mesmo fizeram os investimentos minguarem ou sumirem.
Não era um problema de relacionamento ou decadência das agências. Com a diminuição do mercado, portas se fecharam, postos de trabalho evaporaram, e o
país não reagiu.

Não há milagres. Todo o processo produtivo sofre até hoje com a maior recessão do Brasil de todos os tempos e com a maior crise política já vivida. Sem credibilidade dos nossos representantes democraticamente eleitos, quando empresários e investidores vão cacifar um país destruído moralmente em todos os seus três poderes?

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Acordem com um barulho desse. E vamos virar o jogo! Mesmo não faltando criatividade para os profissionais deste mercado de agências, não há como alterar
a realidade macroeconômica. Nem entrar na cabeça dos anunciantes quando a maior preocupação deles é como fazer para pagar os boletos que estão vencendo amanhã.

É difícil pensar em estratégia de longo prazo quando o mais importante é saber como sobreviver ao próximo mês. Muita coisa mudou. E muda e mudará muito. Mas
algo que é sólido – quase pétreo, é a força da criatividade, o poder criativo e o conhecimento técnico que as agências de propaganda dominam e conseguem aliar
tantos fatores tão específicos e qualificados para transformar este infinito de possibilidades em sucesso, posicionamento de marcas e resultados positivos com a diferenciação de cada produto neste mercado muitas vezes prostituído. Finalmente o Brasil tende a retomar uma trajetória de crescimento sólido e prolongado. Regra simples. Basta o governo não atrapalhar o mercado!!! Se puder ajudar, ótimo.

E esta saudade que deu do convívio tão saudável e produtivo com as empresas co-irmãs foi forte. Acredito na retomada do desenvolvimento e, consequentemente,
de novos momentos de fortalecimento do que há de mais valoroso em um mercado competitivo – as grandes ideias.

Dedico esta coluna a todos os primeiros sócios do clube de Criação de Juiz de Fora!

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