Tópicos em alta: delivery jf / coronavírus / polícia / eleições 2020 / bolsonaro

Trilhas sonoras na nossa memória

A trilha sonora nas nossas vidas marca momentos e rege muitas vezes as boas lembranças. Além de embalar e envolver o que estamos vivendo e curtindo.

Por Sergio Gattás Bara. Fundador da Iso4 Comunicação, Diretor de Criação da IDC/Iso4, pai de três meninos e apaixonado pela vida.

14/10/2018 às 09h00 - Atualizada 13/10/2018 às 18h29

A trilha sonora nas nossas vidas marca momentos e rege muitas vezes as boas lembranças. Além de embalar e envolver o que estamos vivendo e curtindo. Na propaganda nunca foi diferente. Recordo-me das primeiras músicas que me marcaram quando eu, ainda criança, curtia aquele filme na TV ou trilhas no rádio (como era bom descobrir músicas nas emissoras de rádio….).

Por incrível que pareça, a primeira que vem na minha cabeça era o comercial do meio da década de 1970, tendo como protagonista o famoso ator britânico David Niven – ator de filmes como a Pantera Cor de Rosa. A propaganda é do whisky Passport e foi um estouro! A música, descobri tempos depois, é de um maestro brasileiro, Leonardo Bruno Ferreira, e marcou essa peça (imaginem uma criança atraída por uma propaganda de whisky!! Ainda mais nos dias tenebrosos que estamos vivendo….).

A outra trilha marcante foi das Casas Pernambucanas – “Toc toc toc. Quem bate? É o frio…. Não adianta bater que eu não deixo você entrar…”. A trilha é de 1962. E foi resgatada na década de 1980 e revisitada agora, em 2018, com a bela Paola Oliveira deixando o frio entrar!

Tem um caso muito interessante de as trilhas fazerem o sucesso estrondoso de artistas que jamais esperavam ser tão aclamados como foram no Brasil, graças à veiculação de comerciais focados em música – e imagens de esportes radicais. É o caso de Peter Frampton. Um exímio guitarrista que chegou ao Brasil para shows no início dos anos 1980 com ingressos esgotados e tocando em estádios por causa de Breaking all the rules, música das aguardadas trilhas dos comerciais de cigarros Hollywood – que incensaram também a britânica Kate Bush com a sua voz aguda e marcante de Wuthering Heights.

E a trilha sonora da Vasp? “Atenção, você com essa ficha na mão, dirija-se ao portão…”. E a da Varig? “Estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul…”. E a própria trilha da Rede Globo de final de ano – o Futuro já começou – “hoje é o novo dia de um novo tempo que começou” (detonada pelo Faustão num programa desses aí…).

O conteúdo continua após o anúncio

E tem trilhas de renomados conjuntos feitas exclusivamente para lançamento de grandes campanhas mundiais. A banda belga Hooverphonic criou uma música
para o lançamento do New Beetle, da Volkswagen.

A propaganda fazer parte do universo pop é o desejo de qualquer publicitário. Imagine a alegria de um Washington Olivetto quando o universo pop adota o mundo
da propaganda como nome e parte da música – “Alô, alô W/Brasil…” canta Jorge Benjor na sua famosíssima W/Brasil (Chama o síndico). É uma consagração.

Ter uma trilha marcante, um jingle que grude e que faça as pessoas cantarem é um grande desafio para os criativos e produtoras. Sempre será. E cada vez mais,
pela grande capilaridade de mídias que temos hoje. Colar uma trilha, um jingle nos dias atuais na cabeça das pessoas – e o coração, é tarefa para grandes criativos – e
músicos.

VEJA – E OUÇA – TRILHAS CITADAS
Trilha Hooverphonic New Beetle
Vários comerciais Hollywood
VASP 
VARIG
Casas Pernambucanas – Década 1960
Passport 
Trilha Globo 

Quer falar mais sobre propaganda ou ajudar a construir nossa coluna?
Email para [email protected]

Tribuna

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia