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Setor bancário e juros altos no Brasil

conjuntura e mercados
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No Brasil, abrir conta em banco tornou-se fácil com a internet. Apesar da modernização, o país possui apenas cerca de 163 bancos, enquanto os Estados Unidos contam com aproximadamente 5 mil. Essa diferença revela um problema estrutural: o número reduzido de instituições favorece um ambiente de menor competição, no qual poucas empresas dominam o mercado, controlando condições de empréstimos e taxas de juros.

Atualmente, cerca de 90% dos brasileiros recebem até R$ 3.500,00 mensais. Diante do alto custo de vida nas últimas décadas, muitos recorrem a empréstimos para manter o consumo básico. Segundo o Serasa, 76,6 milhões de brasileiros estão endividados. Um dos principais motivos do endividamento são os juros médios cobrados para pessoas físicas, que chegam a 43,7% ao ano.

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Apesar da taxa SELIC servir como referência para o mercado, em um ambiente de menor concorrência, muitos bancos e instituições financeiras cobram valores muito acima em relação a essa taxa. Essa prática também dificulta o pagamento das dívidas, contribuindo para que os devedores persistam em um ciclo de endividamento.

O consumo de alguns bens duráveis, principalmente aqueles mais caros como eletrodomésticos, automóveis e imóveis é prejudicado, pois muitas famílias necessitam recorrer a empréstimos para possibilitar a aquisição. Com o empréstimo ou financiamento mais caro, muitos consumidores acabam desistindo da compra.

Um dos principais vetores de estímulo ao PIB é o consumo. Se o consumo cai, o PIB tende a reduzir também. Além disso, o desincentivo ao consumo tende a afetar decisão de investimentos. Empresas podem deixar de expandir seus negócios ou mesmo diminuir produção se visualizarem queda na demanda.

Com os juros mais altos, há também o desincentivo natural da realização de investimentos produtivos, uma vez que os empréstimos para viabilizar um negócio ficam mais caros e, caso o empresário tenha o capital, o custo de oportunidade entre aplicar o capital no mercado financeiro e investir de forma produtiva aumenta.

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Dessa forma, os agentes devem se cuidadosos em suas decisões financeiras em 2025. O Banco Central trabalha com o objetivo de controlar a inflação e essa tem sido a justificativa para a manutenção da SELIC em 15% a.a. Os bancos de certa forma aproveitam essa conjuntura e encarecem o crédito e as opções de financiamento de forma mais do que proporcional. Com isso, os consumidores devem evitar contrair empréstimos e financiamentos e tentar usar parte da renda para pagar dívida, se for o caso. Quem tiver oportunidade, é um momento favorável para realizar aplicações. Para as empresas, deve-se ponderar o retorno esperado do capital investido no mercado financeiro e o retorno esperado do capital investido no negócio.

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