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Governo aumenta imposto sobre carros elétricos

conjuntura e mercados
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O Governo federal retomou em 2024 a tributação gradual da importação sobre veículos elétricos no Brasil, encerrando uma política de isenção que vigorava há anos com o objetivo de promover a eletrificação da frota nacional. A decisão, coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), visa a proteger a indústria automotiva brasileira, principalmente diante do avanço de fabricantes estrangeiros, como Build Your Dreams (BYD) e Great Wall Motors Company Limited (GWM), que se destacam no mercado de veículos eletrificados no país.

Para dimensionar o crescimento do setor, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), no primeiro semestre de 2025 foram vendidos 86.849 veículos eletrificados no Brasil, representando crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2024. Entre os veículos 100% elétricos, a chinesa BYD domina o mercado com 76,4% de participação, tendo vendido 30.576 unidades apenas no semestre. Além disso, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (ABEIFA), 49,81% dos carros importados pelo Brasil são elétricos, híbridos ou híbridos plug-in.

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Até o final de 2023, veículos elétricos e híbridos tinham alíquota zero para importação. Com a mudança, as tarifas estão sendo reintroduzidas de forma progressiva: para os carros 100% elétricos (BEVs), o imposto começou em 10% no início de 2024, subiu para 18% em julho e deve chegar a 35% até julho de 2026. Já para os híbridos convencionais (HEVs) e híbridos plug-in (PHEVs), a alíquota final também será de 35% no mesmo período. No entanto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) tem pressionado o Governo federal para que a alíquota de 35% seja aplicada ainda neste ano. O Governo e parte da indústria defendem que a tributação é fundamental para incentivar a produção local de veículos elétricos.

Paralelamente a esse processo, o Governo criou uma política de apoio à indústria — o Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), estabelecido em junho de 2024 – que oferece incentivos fiscais e acesso a financiamento para empresas dispostas a investir em tecnologias limpas e na descarbonização do setor automotivo. O programa substitui o antigo Rota 2030 do ano de 2018, que também regulamentava alíquotas de importação.

O impacto econômico da medida ainda é incerto. O aumento do imposto de importação tende a elevar o preço dos veículos elétricos importados para o consumidor brasileiro. A resposta da indústria já é visível: a BYD inaugurou no dia 1º julho de 2025 sua fábrica em Camaçari (BA), enquanto a GWM confirmou que vai iniciar a produção na fábrica de Iracemápolis (SP) a partir de julho deste ano em Iracemápolis (SP). Outras montadoras como Caoa Chery, Geely e GAC também anunciaram planos de produção local, buscando manter competitividade em um mercado em transformação.

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