Mulheres empreendedoras: somos diferentes, com muito orgulho!

Não buscamos igualdade de gênero, mas sim igualdade de tratamento. Mais precisamente, queremos respeito às diferenças.

Por Camila Villela, analista do Sebrae Minas

13/03/2018 às 08h30 - Atualizada 12/03/2018 às 13h04

Em 2000, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu os Princípios do Empoderamento das Mulheres, incentivando a mudança cultural iniciada, há anos, por movimentos isolados. Não buscamos igualdade de gênero, mas sim igualdade de tratamento. Mais precisamente, queremos respeito às diferenças.

Quando a mulher entendeu seu papel como agente do desenvolvimento econômico, iniciou a caminhada para superar as barreiras culturais de um modelo com atuação predominantemente masculina. Muitas vezes, incentivada pelo companheiro e enxergando a dificuldade em ter somente uma fonte de renda na família, a mulher correu atrás de um ganho. O empreendedorismo se confirmou como uma possibilidade para as mulheres encontrarem seu espaço no mercado de trabalho.

Para elas em especial, que geralmente conciliam várias tarefas no dia a dia, ter o próprio negócio surge como alternativa à necessidade de maior flexibilidade de horário. Isso não quer dizer que ela trabalhará menos. Ao contrário, pois a gestão de um empreendimento exige extrema dedicação.

Apesar de grande parte das mulheres acessarem o empreendedorismo diante de uma necessidade imediata de geração de renda, é crescente o número de empreendedoras que enxergam oportunidades no mercado e investem no próprio negócio de forma planejada, com mais segurança.

Podemos dizer que um dos fatores que ainda impede a expansão do empreendedorismo feminino por oportunidade é a falta de confiança das mulheres em seus próprios sonhos. Isso faz com que, muitas vezes, elas se acomodem na cultura conservadora.

Outra barreira ao empreendedorismo feminino é a falta de capacitação, imposta por uma cultura retrógrada e contra a inserção da mulher no mercado de trabalho. A autoconfiança feminina é afetada por esse empecilho, causando o desestímulo ao empreendedorismo por parte das mulheres.

É bom lembrar que as dificuldades em se manter um negócio independem do gênero. A atuação na gestão da empresa é o que importa. E nesse quesito a mulher sai na frente, pois tem habilidade em lidar com conflitos e situações adversas. Somos versáteis e multifuncionais.

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Não sou a favor de levantar bandeiras e nem de palavras da moda. Sou, sim, a favor da construção de um novo tempo, a partir da competência, da valorização da intuição, da dedicação e do comprometimento genuinamente feminino.

O importante é demonstrar que vale a pena apostar em nós, mulheres, porque somos diferentes dos homens. Uma empresa realmente engajada nesta nova era valoriza perfis distintos para a obtenção da excelência. A diversidade é positiva e é isto que queremos demonstrar ao mercado.

Nos dias de hoje não se fala em empreendedorismo feminino sem se falar em cooperação, em união de esforços. O grande tema nesse sentido é a transformação digital, que vem auxiliar as parcerias, visando a ampliar a representatividade no mercado e a possibilidade de aumentar a comunicação, a publicidade, as compras e as vendas conjuntas. Cooperar não é colaborar e nem concorrer. É explorar as diferentes potencialidades para o alcance de um objetivo comum.

Para saber como vivenciar tudo isso, clique aqui e saiba mais sobre o 7º Seminário de Mulheres Empreendedoras de Juiz de Fora, que será promovido pelo Sebrae Minas, no dia 27 de março.

 

 

Sebrae Minas Regional Zona da Mata e Vertentes

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