O mundo está envelhecendo. E isso não é um problema. Pode ser, se a gente não se preparar para isso. Mas, de fato, é uma conquista. Um desejo antigo da humanidade: viver mais. E conseguimos. Hoje milhões de pessoas, como nós, chegam aos 70, 80 anos, e além, numa boa!
Vejamos as pessoas centenárias. Elas estão aí. A longevidade faz parte de uma nova realidade contemporânea. Nesse cenário, nessa “novidade”, surge e se fortalece uma profissão essencial e imprescindível para o tempo presente: a gerontologia. O/a gerontólogo/a é o/a profissional que se dedica a compreender o envelhecimento humano em toda a sua complexidade.
Ele/ela atua na saúde, na assistência social, na educação, nas políticas públicas, nas instituições de longa permanência, nas universidades e também nas relações familiares.
O trabalho é o de sensibilizar a sociedade, educá-la para compreender que envelhecer não é apenas cumprir um destino biológico. É muito mais que isso, muito mais… é uma experiência social, cultural e política. Humana. Complexa. Singular. Plural. Diversa. Heterogênea.
No dia 24 próximo celebramos o Dia do/a Gerontólogo/a. Mais do que uma data comercial (mais uma), trata-se de um convite à nossa reflexão: que agentes políticos estão preocupados/as com o envelhecimento de nossa casa? Quem está preparando o país para viver mais e melhor? O futuro já chegou. E ele tem idade. A Gerontologia nasce nesse encontro entre tempo, cuidado e humanidade. É uma profissão que olha para o presente, mas trabalha pensando no amanhã.
Porque cuidar do envelhecimento é, no fundo, cuidar do futuro de todos nós. E, talvez, essa seja uma das tarefas mais urgentes e mais bonitas do nosso tempo: cuidar da vida que envelhece.
Eu, como especialista em Gerontologia, recebo de bom grado, os cumprimentos de todos vocês, caros leitores e leitoras, pelo nosso dia. E estendo esses cumprimentos a todos os amigos e amigas que estão envolvido/as nessa área de atuação profissional ao lado do/as médico/as geriatras.

