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Chocolate: vilão ou mocinho?

Por Alice Amaral

15/01/2022 às 10h45 - Atualizada 17/01/2022 às 07h43

O cacau começou a ser utilizado há quatro mil anos na civilização Olmeca e, posteriormente, pelos Astecas e Maias, que batizaram o chocolate de theobroma, que em grego quer dizer “alimento dos deuses”.

Um estudo recente realizado por cientistas da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que o chocolate é rico em flavonoides – que aumentam os níveis de oxigenação no cérebro – estimulando as habilidades cognitivas.
Os flavonoides, também chamados de bioflavonoides, são compostos bioativos com propriedades antioxidantes, antivirais, antibacterianas e anti-inflamatórias.

Além dos flavonoides, os chocolates possuem zinco, ferro, cromo, fósforo, potássio, vitaminas (A, B1, B, D, E), cafeína e triptofano. Originalmente, o chocolate era feito de forma muito semelhante ao café, as sementes eram secas, torradas e moídas, sendo, então, misturadas à água. Quando ele foi para a Europa, no século XVI, os Nômades acrescentaram açúcar à receita e, logo depois, com a industrialização houve uma diminuição da quantidade de cacau e um acréscimo de gorduras hidrogenadas e do leite, tornando-o mais saboroso porém menos saudável.
Existem vários tipos de chocolate:

Amargo, também conhecido como dark, possui uma maior concentração de cacau (acima de 70%, pouco açúcar e não tem leite). Este oferece benefícios à saúde;

Meio amargo (com 50% de cacau)

Ao leite (varia de 36 a 46% de cacau)

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Branco (que, na verdade, não é considerado chocolate, uma vez que ele é feito com a manteiga de cacau e não com a massa de cacau). Para baratear o custo, as indústrias substituem o cacau por outros tipos de gordura.

Benefícios do chocolate (cacau)

Diminui a pressão arterial. Durante a gravidez ele ajuda a prevenir a pré- eclâmpsia (hipertensão arterial), melhora o fluxo sanguíneo (aumentando a oxigenação muscular e a resistência na atividade física), ajuda a reduzir as complicações após o AVC, protege do câncer de intestino e aumenta a liberação de serotonina e dopamina, causando a sensação de bem-estar.

Outro estudo, realizado pelo Centro de Pesquisa da Nestlé, na Suíça, aponta que o chocolate diminui o nível de cortisol (hormônio do estresse) reduzindo a ansiedade.

Devido a sua ação anti-inflamatória ele também auxilia no tratamento da diabetes, infarto agudo do miocárdio, Alzheimer, além de diminuir dores (por causa da ação analgésica natural).

A cafeína presente no cacau aumenta a memória, a atenção, a concentração e o desempenho mental, de modo geral. Ele pode ser utilizado em cremes de massagens, máscaras e outros cosméticos, combatendo os radicais livres, com seu efeito regenerador, antirrugas e antienvelhecimento.

Além de acelerar o metabolismo, o cacau aumenta a produção de leptina (hormônio da saciedade) ajudando no processo de emagrecimento. Lembrando que a quantidade ideal a ser consumida é de 30 gramas por dia.

Alice Amaral

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

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