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Arquitetura de Interiores e saúde mental: até onde isso influencia?

Por Aletheia Westermann

24/05/2021 às 21h47 - Atualizada 24/05/2021 às 21h47

Estamos passando cada vez mais tempo dentro de casa. Em períodos de confinamento obrigatório, como na atual pandemia, nos damos conta da importância desses espaços para o nosso bem-estar e até mesmo para a prevenção de doenças. Mas, efetivamente, o que torna um espaço saudável?

É fato que o estado de incerteza do mundo está tendo consequências claras para a saúde das pessoas. Vemos isso todos os dias: ansiedade, dependência e isolamento. Apesar de vivermos tempos de conexão extrema, os índices de solidão estão aumentando. Um olhar mais relevante sobre o tema revela que a raiz comum é a ausência de bem-estar emocional e mental.

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Visto isso, é preciso garantir que os projetos de interiores estimulem o processo de relaxamento e de manutenção de uma mente saudável. Os espaços precisam representar um sentimento ou uma atmosfera que remeta aos diversos tipos de conforto, bem-estar e admiração pelos pequenos gestos do dia. Atingimos essa sensação desde a valorização ao máximo da luz natural até a adição de elementos que ofereçam uma composição simples, mas ao mesmo tempo que proporcionem sensações de abrigo.

Nossa sugestão é criar ambientes que funcionem como uma espécie de refúgio, repleto de luz, calor e tranquilidade. Aposte em cores claras, que ajudem a iluminar e dar maior amplitude ao espaço. Todavia, tons mais sóbrios, com alguns toques coloridos ou tonalidades acobreadas, também rendem boas combinações na decoração.

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Mantenha por perto objetos que tenham memória e remetam à sensação de paz, como livros com dedicatórias, porta-retratos com fotos da família e de momentos marcantes que imprimam ainda mais a identidade do morador dentro deste estilo. E quanto mais pessoal for o espaço, mais apropriado fica o décor.

Para completar essa atmosfera, os materiais devem ser suaves e macios, criando a sensação de bem-estar. A dica é utilizar muitas almofadas e mantas. Abuse das flores naturais sobre a mesa, plantas na sala, texturas de madeira, pedra, lã, linho e algodão que proporcionam ao ambiente a sensação de naturalidade, acolhimento e calor.

A beleza está nos pequenos detalhes, que fazem da simplicidade algo pessoal e intimista e nos trazem o tão desejado bem-estar emocional.

CRÉDITO: Divulgação

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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