Tópicos em alta: delivery jf / eleições 2020 / coronavírus / greve / polícia

Massagem Perineal: O que é e como funciona

Por Jeanne Carvalho

14/07/2020 às 06h27 - Atualizada 04/08/2020 às 14h34

                                                                 Massagem perineal

É um tipo específico e delicado de massagem realizada na região genital feminina ou, mais especificamente, na região do períneo. No geral a manobra trabalha toda a pele e adjacências da entrada do canal vaginal.

A função principal da massagem perineal é permitir um relaxamento progressivo na entrada do canal vaginal, além dos tecidos locais adjacentes (pele, camada subcutânea, pequenos músculos vaginais superficiais, etc).

É importante na preparação para o parto, quando o aumento na elasticidade da abertura vaginal é importante para a minimização de lesões que por ventura possam ocorrer. Por promover este alongamento da entrada do canal vaginal, a realização da massagem perineal no pré-natal a partir de 34 semanas (desde que realizada de maneira correta e na frequência necessária) tende a reduzir as lacerações no parto vaginal.

 

 

 

A massagem perineal promove um relaxamento e alongamento progressivo dos tecidos da entrada vaginal, útil para os casos onde é necessária a facilitação na abertura do canal vaginal, como nos casos de vaginismo ou na preparação para o parto.

A partir de lentos e delicados movimentos circulares, num primeiro momento ao redor da entrada do canal vaginal, a massagem tenta relaxar e alongar progressivamente os tecidos cutâneos e subcutâneos (pele, gordura, anexos e pequenos músculos superficiais).

Posteriormente os movimentos são concentrados na entrada da vagina há cerca de 1 centímetro para dentro. O objetivo ainda é de alongar e relaxar o local.

Num determinado momento o foco é musculatura, localizada há cerca de 2 a 3 centímetros para dentro do canal vaginal. Por se tratar de uma região de musculatura mais forte normalmente é necessário um pouco mais de pressão, respeitando-se a delicadeza da região. Aqui o objetivo principal é a mobilização e o alongamento da região.

Nesta altura a massagem perineal contribui de maneira decisiva para a conscientização e auto percepção da mulher para com esta musculatura, fundamentais para o relaxamento consciente do local, necessários para a passagem do bebê (para a gestante) ou do pênis (para mulheres com algum grau de vaginismo.

A melhor posição para a realização da massagem perineal é a chamada posição ginecológica (a mesma do consultório do ginecologista: deitada da maneira mais confortável possível, pernas afastadas e pés apoiados). Outras posições alternativas são a sentada ou, em último caso, em pé com as pernas afastadas, como na automassagem realizada pela própria mulher, por exemplo, durante o banho.

PASSO A PASSO PARA FAZER AUTOMASSAGEM PERINEAL

O conteúdo continua após o anúncio

A massagem no períneo deve ser realizada todos os dias, à partir das 34 semanas de gestação, e deve durar aproximadamente 10 minutos. Os passos são:

  • Lavar as mãos e passar uma escovinha por baixo das unhas. As unhas devem ser mantidas o mais curta possível;
  • Aplicar um lubrificante à base de água para facilitar a massagem, sem o risco de infecções, não se deve usar óleo ou creme hidratante;
  • A mulher deve sentar-se de forma confortável, apoiando as costas com almofadas confortáveis;
  • Deve-se aplicar o lubrificante nos dedos polegar e indicador, e também na região do períneo e entrada da vagina;
  • A mulher deve introduzir cerca de metade do polegar na vagina, e empurrar o tecido perineal para trás, em direção ao ânus;
  • A seguir deve-se massagear lentamente a parte inferior da vagina, em forma de U;
  • Depois a mulher deve manter cerca de metade dos 2 polegares na entrada da vagina e pressionar o tecido perineal até o máximo que conseguir, até sentir dor ou queimação e manter essa posição por 1 minuto. Repetir 2-3 vezes.
  • A seguir deve pressionar da mesma forma em direção às laterais, mantendo também 1 minuto de estiramento.

Lembrem-se que somente após a verificação do médico de que não existem problemas ginecológicos como infecções e tomados os cuidados de proteção individual (luvas, etc), os dedos do terapeuta (ou da própria mulher) devem se lubrificados com gel específico para este fim.  Óleo de coco também é muito bom para lubrificar.

Não massageie a região da uretra (pequeno orifício, um pouco difícil de observar, mas por onde sai a urina, logo abaixo do clitóris) para evitar irritação e infecções.

Reforçando: Movimentos circulares delicados com dois dedos devem ser iniciados ao redor da entrada do canal vaginal, concentrados na porção posterior (parte de trás da entrada da vagina, perto do ânus).

Após ter conseguido o relaxamento suficiente da região superficial os dedos (ou um dedo, dependendo do caso e dos objetivos do tratamento) devem ser lentamente introduzidos na entrada do canal vaginal. Os movimentos circulares devem ser substituídos por semicírculos (deslizamentos em forma de “U”).

Deve-se ir mais profundo na vagina, há cerca de 2 centímetros para dentro da vagina para atingir a musculatura, um local mais “apertado”, onde é sentida por exemplo a pressão durante o ato sexual.

Depois com a metade dos dedos, levemente curvados para dentro da vagina, deve ser posicionada na altura dela, puxando a musculatura para baixo (na direção do ânus). Deve-se observar uma sensação igual ao alongamento muscular (como por exemplo ao alongar outro músculo antes de uma atividade física).

Esta sensação do alongamento (semelhante a um leve desconforto, latejante, ou uma ardência mais profunda – que não na pele) deve ser sustentado até que diminua ou desapareça (o que leva cerca de 20 a 30 segundos, normalmente).

Na sequência deve-se aliviar a pressão e retornar aos movimentos em “U”, repetindo em seguida a pressão para cada um dos lados da vagina (na direção de cada uma das coxas) do mesmo modo que foi descrito acima.

Por fim podem ser realizados suaves “movimentos de serra” (deslizando os dedos em vai-e-vem, entrando e saindo da vagina, juntamente com o movimento de deslizar os dedos em forma de “U”). Se a massagem for realizada por outra pessoa que não a mulher, converse sempre durante o procedimento para que o grau de “força” dos movimentos sejam suficiente confortáveis. A massagem pode ser realizada até mesmo todos os dias, de acordo com o plano de tratamento e a necessidade de cada caso.

Lembre-se: a massagem perineal é apenas a forma mais simples de auxiliar ou tentar minimizar o risco de lesão durante o parto vaginal. Para uma preparação para o parto eficaz é fundamental exercícios para o assoalho pélvico com enfoque na coordenação motora e na propriocepção (auto percepção) dessa musculatura. Consulte um fisioterapeuta especialista para um plano completo de tratamento de acordo com o seu caso em particular.

A massagem perineal também é útil para fazer no pós-parto, se tiver passado por um episiotomia. Ela ajuda a manter a elasticidade dos tecidos, alargar novamente a entrada da vagina e a dissolver os pontos de fibrose que podem se formar ao longo da cicatriz, para possibilitar o contato sexual sem dor.

Quer aprender mais sobre como fazer a massagem perineal? Baixe o aplicativo Tumaas (www.tumaas.com.br) e acesse ao nosso ebook sobre exercícios para o períneo no item educacional do APP. É gratuito.

Para mais conforto e segurança na massagem perineal agende uma consulta com uma fisioterapeuta pélvica. Agende pelo app Tumaas, atendimento presencial e online.

 

Jeanne Carvalho

Jeanne Carvalho

Sou formada em Fisioterapia com especialização em acupuntura. Empreendedora, apaixonada por tecnologia e inovação, fundadora da Startup Tumaas - Plataforma que ajuda gestantes e mães a se conectarem com profissionais e instituições de saúde materno-infantil

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia