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Deficiência de Vitamina D e a Prevalência de Disfunções Pélvicas

Por Jeanne Carvalho

07/01/2020 às 11h59 - Atualizada 07/01/2020 às 12h02

 

A vitamina D é importante para a saúde dos ossos. Sua principal função no organismo é facilitar a absorção de cálcio pelo organismo, que é essencial para o desenvolvimento saudável dos ossos e dos dentes.

Além de melhorar a saúde óssea, a vitamina D previne doenças como obesidade e diabetes. Sabemos que a suplementação com vitamina D pode aumentar a saúde óssea, retardar a osteoporose e proteger contra doenças cardiovasculares.

Mas pesquisas recentes estão descobrindo que a vitamina D é ainda mais importante do que imaginávamos anteriormente. A deficiência de vitamina D está associada a muitos tipos diferentes de dor crônica, incluindo dores de cabeça, fibromialgia, dor lombar, dor no joelho, dor abdominal, artrite reumatóide e dor nos nervos.

A deficiência de vitamina D também tem sido correlacionada com a disfunção do assoalho pélvico em mulheres, incluindo desde dor pélvica até incontinência urinária. Estudos descobriram que 64% de nós – quase dois em cada três – têm níveis sub-ótimos de vitamina D, e quase 40% são considerados deficientes. As estatísticas são ainda maiores para afro-americanos (82%) e latinos (69%), ou seja, a população brasileira está com os níveis de vitamina D baixo e sujeitos a várias disfunções.

O assoalho pélvico feminino é um componente complexo do corpo cuja função global depende de relações delicadas entre as conexões musculoesqueléticas dos ossos pélvicos que sustentam a cavidade abdominal e as vísceras pélvicas. Distúrbios do assoalho pélvico incluem incontinência urinária (IU), incontinência fecal (FI), prolapso de órgãos pélvicos e outros problemas de armazenamento e esvaziamento dos tratos urinário inferior e gastrointestinal. A fraqueza muscular do assoalho pélvico é clinicamente observada em mulheres com sintomas de distúrbio do assoalho pélvico (DFP) e, portanto, pode ser afetada pela insuficiência séria de vitamina D. O receptor de vitamina D também foi identificado na parede do detrusor, portanto seu nível insuficiente pode afetar a função da bexiga também.

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Estudos de culturas de células musculares esqueléticas in vitro demonstraram que a vitamina D pode afetar a força muscular, influenciando a proliferação e diferenciação celular e o tamanho das fibras musculares. Ele também protege contra a degradação muscular, prevenindo a degeneração gordurosa, a resistência à insulina e a mobilização do ácido araquidônico. Assim, a vitamina D pode desempenhar um papel na eficiência da função muscular que é distinta do papel do cálcio na contratilidade muscular.

Níveis mais altos de vitamina D foram associados a um risco menor de qualquer distúrbio do assoalho pélvico em mulheres com 20 anos ou mais e entre aquelas com 50 anos ou mais. A associação de vitamina D foi mais forte entre as mulheres mais velhas que relataram incontinência urinária na pesquisa. O padrão foi semelhante para a incontinência fecal. Os estudos sugerem que o tratamento da insuficiência e deficiência de vitamina D em mulheres na pré-menopausa e na pós-menopausa pode melhorar a força dos músculos pélvicos, com uma possível redução na prevalência de distúrbios do assoalho pélvico, incluindo incontinência urinária.

Para estar em dia com sua saúde geral e pélvica é importante a análise da dosagem de vitamina D . Muitas mulheres não obtêm vitamina D suficiente do sol, então, é necessário suplementar com uma vitamina diária para garantir níveis adequados.

Procure um profissional para uma avaliação.  Nossos profissionais especialistas em saúde da mulher estão sempre consultando fontes científicas para ampliar sua saúde íntima de maneira global.

Para agendar uma consulta acesse www.tumaas.com.br ou pelo whatsapp 32 98444 6957

 

Fontes: https://synapse.koreamed.org/DOIx.php?id=10.6118/jmm.2018.24.2.119

https://insights.ovid.com/pubmed?pmid=20308841

Jeanne Carvalho

Jeanne Carvalho

Sou formada em Fisioterapia com especialização em acupuntura. Empreendedora, apaixonada por tecnologia e inovação, fundadora da Startup Tumaas - Plataforma que ajuda gestantes e mães a se conectarem com profissionais e instituições de saúde materno-infantil

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