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Escolas Cervejeiras | O Brasil na produção de cervejas

Por Alexandre Vaz

16/07/2018 às 16h20 - Atualizada 16/07/2018 às 16h25

Fala, canequeiros!

Brasil é o assunto do último texto da série Escolas Cervejeiras. Nosso país não tem um histórico tão extenso como Bélgica e Alemanha para considerarmos que temos uma escola, mas fato é que já marcamos uma forte presença no cenário cervejeiro. Por exemplo, de acordo com o Governo Federal, em 2016, fomos o terceiro país que mais produziu cerveja no mundo – ao todo, 14,1 bilhões de litros –, perdendo somente para China e Estados Unidos. Não é pouca coisa não, né? Então bora saber mais o que o nosso país faz quando o assunto é cerveja!

Primeiro, história. Ainda não há certeza de como as cervejas chegaram ao Brasil, mas há indícios de que o conde Maurício de Nassau levou as primeiras doses à Recife, em 1637. Junto dele, veio o cervejeiro Dirck Dicx, que trouxe a planta e os equipamentos para montar uma cervejaria. Em 1640, eles deram início à primeira fábrica de cerveja das Américas. Apesar da criação da cervejaria, Portugal forçava a venda de seus vinhos, que eram as bebidas mais populares na época. Isso mudou quando a Família Real chegou ao Brasil em 1808. O rei Dom João VI decretou abertura dos portos à Inglaterra e as cervejas inglesas começaram a circular em solo brasileiro. A partir da segunda metade do século XIX, a chegada de imigrantes fez com que as cervejas alemãs se tornassem as preferidas no Brasil.

Atualmente, a produção de cerveja em nosso país é caracterizada pela inovação. As cervejarias que tem se destacado são justamente aquelas que não têm medo de fazer diferente. Estamos começando a ter uma cara, e acredito que nossa identidade serão as cervejas com adição de frutas e outros ingredientes inusitados. Mas, ao mesmo tempo que podemos criar uma característica que deixe claro o que é cerveja brasileira, o Brasil é grande demais para termos algo tão específico, como acontece na escola belga.

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Aqui, nós temos condições de produzir sabores diferentes por conta das frutas de nossa terra e da criatividade, nossa marca principal. O mercado está amadurecendo, e é claro que passaremos por algumas dificuldades neste processo. Mas o momento atual é muito interessante para a indústria cervejeira. As cervejas especiais estão deixando de ser uma coisa seleta, estão caindo no gosto popular e se tornando mais acessíveis. As cervejarias estão investindo cada vez mais em qualidade, e o consumidor está começando a entender o que é essa qualidade. Estamos no caminho certo.

Vamos pensar no papel do Brasil na produção de cerveja: o setor gera cerca de 2,2 milhões de empregos. A receita gerada é de 1,6% do PIB, contribuindo com R$23 bilhões de impostos ao ano. Em questão territorial, nosso país tem cerca de 117 mil hectares plantados com cereais destinados à produção de cerveja. Até 2017, 610 cervejarias estavam registradas no Ministério da Agricultura. Essas informações são do Governo Federal, publicadas no ano passado. Áh, e mais um dado interessante: desde 2007, o número de cervejarias e cervejas brasileiras cresceu 6 vezes. Foi justamente neste meio tempo, mais especificamente em 2014, que criamos a Cervejaria São Bartolomeu. E na semana passada tivemos novidade de lá! Lançamos uma cerveja com nome de astro do rock e feita de lúpulos mineiros.

Ficou curioso? Quer conhecer essa breja? Então aguarde o próximo post! Nele, vou falar tudo sobre a Piggy Hop!

E lembre-se: beba com moderação e conheça as cervejas do seu país.

Alexandre Vaz

Alexandre Vaz

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