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Relíquias de família

Objetos que contam histórias e trazem as memórias afetivas

Por Luiz Henrique Duarte

26/07/2020 às 06h59 - Atualizada 27/07/2020 às 09h56

Os objetos e peças antigas que marcaram uma época ou período do passado são considerados relíquias de família. Geralmente, evocam nas pessoas um valor sentimental, quando são associados subjetivamente à importância representativa para a história do núcleo familiar. É preciso levar em consideração as emoções, os sentimentos e lembranças resgatadas através do seu significado. Por outro lado, o valor de mercado é estabelecido na hora de avaliar cada peça, fazendo uma espécie de checklist: data de fabricação, estado de conservação, origem ou procedência e quais os tipos de materiais utilizados na sua confecção.

Na decoração, as relíquias de família podem ser expostas de várias formas, em conjunto com os adornos e elementos ornamentais contemporâneos. As peças antigas podem ser classificadas dentro do design de interiores como itens de pequeno, médio e grande porte. As cristaleiras, espelhos venezianos e poltronas, proporcionam uma atmosfera sofisticada e marcante dentro dos espaços. Entretanto, as peças singelas, que são os cristais, louças, muranos, prataria e porcelanas, valorizam os ambientes de forma sutil. O diálogo entre o antigo e o novo estabelece um conexão atemporal de épocas distintas, mostrando que os estilos podem ser mesclados com equilíbrio e harmonia.

Relíquias: objetos e móveis

Para ser considerada uma peça antiga, “o objeto, precisa ter mais de cem anos, levando em consideração o seu contexto histórico de produção e autenticidade”, ensina Chintia Elena Agostinho, estudiosa e especialista em antiguidades. As relíquias não precisam ter cem anos. Alguns itens tornaram-se tendências e moda, considerados objetos de puro desejo, como a sofisticada porcelana Limoges – o nome refere-se a uma cidade na França. Algumas preciosidades desta famosa porcelana estão sob domínio de poucos colecionadores, como os portas joias em azul, fotografados exclusivamente para esta matéria. Existem algumas características que diferenciam esta porcelana das outras, como “a ausência de brilho e pouca porosidade”, diz Chintia.

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As caixas com banho de prata, floreiras com castiçais, licoreiras de diversos materiais, jarras metalizadas e os charmosos púcaros pintados à mão contextualizam as relíquias. Os vasos em murano, manteigueiras em vidro e compoteiras ganham destaque. As jarras e garrafas em opalina também entram em cena. As cômodas com espelhos bizotados e um ligeiro desenho em jato de areia, as toaletes para damas e senhoras, pequenas mesas laterais com estampas em dourado e os buffets resinados com ilustrações orientais pontificam as preferências. Os oratórios e esculturas com os arcanjos Gabriel e Miguel decoram os quartos.

Antigo e contemporâneo

As gueixas em porcelana antiga e minibiombos são peças raras e com valor incalculável. Os portas-joias antigos, confeccionados com flores em alto relevo, evidenciando um design delicado, e os aparelhos de chá podem ser expostos em cristaleiras ou pequenas vitrines art noveau. Em um projeto de interiores contemporâneo, as relíquias de família devem ser introduzidas com pontualidade dentro dos ambientes, com o objetivo de contracenar e valorizar o mobiliário moderno. Podem ganhar mais destaque quando expostas em um espaço com projeto luminotécnico especial. As relíquias de família podem ser passadas de geração para geração e contam mais que histórias, perpetuando as memórias afetivas que vão além do coração. As relíquias podem ser bem simples, herdadas das avós, madrinhas, tios e pais, mas deixam a vida com um significado especial, e a Casa Arrumada, cheia de histórias!

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Ficha técnica:

Cenário: Antiquíssima Décor
Fotos: Casa Arrumada
Produção: Luiz Henrique Duarte e Letícia Agostinho Mouro

Luiz Henrique Duarte

Luiz Henrique Duarte

Sou bacharel em direto, designer de interiores graduado, jornalista apaixonado por arte clássica e contemporânea, arquitetura e tudo relacionado à estética espacial dos ambientes e do bem viver.

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