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Compulsão alimentar: 60% dos obesos sofrem com algum distúrbio psiquiátrico

Por Alice Amaral

21/11/2019 às 20h32 - Atualizada 21/11/2019 às 20h36

Nossa relação com o alimento nem sempre é saudável. Além da função de nutrir o corpo, a comida está relacionada a diferentes momentos da vida: comemos para comemorar algo feliz ou para compensar um fato triste, por exemplo. Quando isso sai do equilíbrio, podemos nos ver diante de episódios de compulsão.

As características da doença podem ser percebidas a partir de alguns sintomas, como: Se alimentar muito rápido; comer mesmo sem fome ou depois de sentir-se satisfeito; alimentar-se escondido; acordar à noite para comer; ter sentimento de tristeza ou culpa depois de comer muito. 

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O transtorno alimentar ou também conhecido como TCAP (Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico), é uma condição que traz danos físicos e psicológicos. Assim como os episódios de compulsão alimentar – ao qual todos estão sujeitos, a TCAP se resume a incidentes em que há a ingestão de grande quantidade de calorias num intervalo curto de tempo, com a sensação de perda de controle sobre o que e o quanto se come. Quando esses episódios passam a acontecer frequentemente, ao menos uma vez na semana, durante no mínimo três meses, ocorre o diagnóstico de Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico.

De acordo com a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), o TCAP está presente em 4% a 6% das pessoas obesas. A ABESO afirma também que cerca de 60% dos pacientes obesos sofrem de algum distúrbio psiquiátrico, sendo os mais comuns os transtornos de humor, como, a depressão e a compulsão alimentar.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Ciências da Saúde de Maryland e pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, comentários depreciativos acerca do peso feitos a crianças podem levá-las a ganhar ainda mais peso na idade adulta. Os dados revelaram que 62% das crianças com quilos a mais disseram sofrer de provocações e assédio, enquanto que apenas 21% das crianças com peso normal enfrentaram bullying. Aqueles que foram alvo de provocações ganharam 33% mais massa corporal. Isto acontece porque a ansiedade e o stress causados pelo bullying podem aumentar os distúrbios relacionados com a comida, como a compulsão alimentar.

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

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