Tópicos em alta: delivery jf / eleições 2020 / coronavírus / blogs e colunas / obituário / polícia

TOMAR CAFÉ EM JEJUM PODE PREDISPOR A DIABETES

Por Alice Amaral

21/10/2020 às 14h51 - Atualizada 21/10/2020 às 14h51

De acordo com pesquisa da Universidade de Bath, tomar café forte depois de uma noite mal dormida pode afetar o metabolismo e predispor ao diabetes.

No estudo publicado no periódico British Journal of Nutrition, foram recrutadas cerca de 30 pessoas, divididas em grupos. Um grupo dormia durante toda a noite e o outro era acordado de hora em hora. Esse segundo grupo apresentou aumento na glicose, mostrando que começar o dia após uma noite mal dormida com café forte pode ter um efeito negativo no metabolismo, e observaram que o café forte, sem açúcar, consumido antes do desjejum aumenta em cerca de 50% a glicose no sangue durante a refeição matinal.

Segundo estudo publicado pelo National Centre for Biotechnology Information tomar café em jejum pode agredir a parede estomacal, causando pirose (azia) e distensão abdominal. Além disso, o café tem uma ação diurética, que pode causar desidratação, aumento da frequência cardíaca, pressão arterial, e em excesso causar tremores, alteração de humor, prejudicar o ciclo circadiano (relógio biológico) e interferir no nível de cortisol. Uma maneira de contornar é fazer a refeição e, depois, tomar o café.

O conteúdo continua após o anúncio

A história do café teve início no século VII, originário das terras altas da Etiópia, onde segundo “lenda”, um pastor etíope percebeu que algumas de suas cabras mudaram seu comportamento após usar folhas da planta de café em sua alimentação. Os monges da região começaram a utilizar a infusão dos frutos para resistir ao sono enquanto orava.

Em doses moderadas, o que equivale a quatro xicaras pequenas por dia (200 ml), preferencialmente orgânico e consumido no momento do preparo, pois após 15 minutos a bebida oxida e perde as propriedades, proporciona diversos benefícios ao organismo e ajuda no tratamento e prevenção de doenças. Além da cafeína com ação estimulante, possui alta concentração de polifenóis (antioxidante que inibe a ação dos radicais livres). Estudos mostram ação antidepressiva, melhora da memória, da tensão, do estado de alerta, além de excelente termogênico, analgésico, antiinflamatório, antigripal, diurético, diminui a incidência de Parkinson, Alzheimer, estresse, fadiga, prisão de ventre, aumenta a imunidade e a expectativa de vida.

Considerado uma paixão nacional, o café é a segunda bebida mais consumida no mundo, sendo o Brasil o maior exportador e segundo país que mais consome a bebida, perdendo apenas para os Estados Unidos.

 

Alice Amaral

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia