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Alimentos perdem qualidade e nutrientes por causa do aquecimento global

Por Alice Amaral

14/09/2018 às 16h39 - Atualizada 14/09/2018 às 16h39

 

O aquecimento global é um assunto atual e que gera bastante polêmica em vários países. Pontos de vista divergentes a respeito do tema e uma quantidade considerável de artigos científicos fazem parte do nosso cotidiano. As implicações para a fauna, flora, oceanos e agricultura são descritas de diversas formas. No artigo de hoje, vamos tratar especificamente sobre os efeitos do aquecimento global na alimentação.

 

O impacto de uma alimentação deficiente para o nosso organismo já é conhecido e publicações recentes descrevem como o aquecimento global causa perda de qualidade e de nutrientes em alimentos, resultando assim em prejuízos nas vidas das pessoas que ingerem os alimentos “pobres”.

 

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard revela que com o aumento dos níveis de dióxido de carbono, um dos resultados esperados é a queda dos valores nutricionais dos produtos agrícolas. Uma das principais hipóteses sugere que o dióxido de carbono induz as plantas crescerem mais rapidamente e produzirem menos micronutrientes. Os relatos foram publicados na revista Nature Climate Change e também na Reuters.

 

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De acordo com os relatos das pesquisas, zinco, proteínas e ferro, são os itens mais preocupantes relacionados com o aquecimento global. A deficiência de zinco está associada a problemas de cicatrização, diarreias, baixa imunidade, déficit de atenção, e alterações de glicose. Baixo consumo de proteínas pode desencadear fadiga, perda de massa muscular (sarcopenia), queda de cabelos, comprometimento do sistema imunológico e baixo peso ao nascer.

 

A deficiência de ferro é um problema grave, principalmente em populações mais vulneráveis do ponto de vista econômico e social. E, agora, com o agravamento pelo consumo de alimentos mais empobrecidos, as consequências para a saúde pública podem ser desastrosas. Anemia, cansaço, queda de cabelos, dificuldade de aprendizado e de concentração, baixa imunidade, oscilações de humor e arritmia cardíaca são algumas das alterações.

 

É preciso pensar também em outras variáveis relacionadas ao assunto: segundo especialistas podem se tornar mais comuns períodos com chuvas torrenciais, seguidos de períodos de prolongadas secas, variações climáticas mais drásticas, alteração nos mares e diminuição de pescado, perdas de áreas cultiváveis, desertificação e redução da oferta de água potável.

 

Algumas regiões do planeta serão mais castigadas do que outras, o que não é vantagem para ninguém. Afinal, somos uma comunidade que habita o mesmo espaço e, portanto, somos solidários com todos os seres humanos. É necessário agir rapidamente para frear o aquecimento global e evitar que as mudanças climáticas prejudiquem ainda mais a saúde. Tarefa de todos, compromisso de cada um. Façamos a nossa parte e lutemos por um mundo melhor.

 

Alice Amaral

Alice Amaral

- Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 – Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Nutrologia . - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 – Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte . - Pós Graduação em Medicina Física e Reabilitação – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – R.J. - Formação Médica em 1983

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