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Queda acentuada de cabelo após recuperação do coronavírus

Por Alice Amaral

10/09/2020 às 17h56 - Atualizada 10/09/2020 às 17h58

Um estudo da academia espanhola de dermatologia mostra queda acentuada de cabelo após a recuperação do coronavírus. A queda de cabelo ou alopecia ou calvície é quando perdemos mais de 100 fios por dia. Acomete homens e mulheres, podendo ser causada por influências genéticas, processos inflamatórios ou doenças sistêmicas e provoca muito impacto emocional e na vida social do paciente.

Historicamente os cabelos possuem uma importância simbólica. Religiosamente os monges raspam como símbolo de renúncia. Foram considerados como excelentes adornos nos rostos e símbolo de força para o homem e de sedução para as mulheres. Afrodite (Deusa do amor e da beleza) cobria toda a sua nudez com seus longos cabelos loiros e Sansão (herói bíblico ) possuía uma forca incomparável graças aos seus cabelos.

Existem várias categorias de alopécia: a androgenética, é mais presente nos homens e intensifica com o envelhecimento, está ligada a fatores genéticos e hormonais; alopécia areata que acontece de forma brusca em alguma região formando falhas, aparecendo em qualquer idade; alopécia cicatricial, relacionada a uma queimadura ou trauma naquela região; alopécia de tração frequentemente causada por uso de penteados ou apliques que puxam o couro cabeludo; eflúvio telógeno, que é uma queda mais difusa.

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As causas são várias, como por predisposição genética, envelhecimento, síndrome metabólica (diabete, hipertensão, obesidade, aumento de triglicérides) a anemia (que segundo a organização mundial da saúde atinge 30 % da população mundial), patologias intestinais como doença de crohn que impede a absorção de nutrientes (zinco e cobre), dietas radicais que levam a carências nutricionais (deficiências de proteínas, ferro, zinco), doenças autoimunes (como lúpus e psoríases), disfunção da tireoide, síndrome de ovário policístico, doença renal crônica, sífilis, excesso de vitamina A, fungos, cigarro, medicamentos, alergias alimentar ( principalmente ao leite e glúten), uso frequente de secador e chapinha, além de ansiedade, estresse crônico, uso frequente de bebidas alcoólicas, pós-cirurgias, principalmente bariátrica, deficiência de vitamina B12, gestação, pós parto, menopausa, febre e infecções como covid 19.

Vale ressaltar que mesmo não estando contaminada com o vírus, a queda de cabelo vem atingindo um grande número de pessoas na pandemia, por motivos diversos como estresse, menor frequência na higiene do cabelo, uso de água quente, má alimentação, maior consumo de fast food, aumento do tabagismo e do uso de bebidas alcoólicas.

Para manter o couro cabeludo saudável, além da higiene regular, ingerir mínimo de 2 litros de água por dia, manter uma dieta equilibrada rica em vitaminas, proteínas, minerais, alimentos ricos em ômega 3 ( peixes, óleos de linhaça, nozes, amêndoas) ovos, feijão, espinafre, cenoura, frutas como mamão e laranja, evitar doces, frituras, bebidas alcoólicas. A alimentação é fator primordial, também no tratamento e prevenção da queda de cabelos.

Alice Amaral

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

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