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Biofilia: Reconexão com a natureza

Novo olhar para o jeito de morar e trabalhar do futuro é a vontade de fazer uma reaproximação com o natural para dentro dos ambientes

Por Aletheia Westermann

22/12/2019 às 06h52 - Atualizada 20/12/2019 às 17h02

Quando uma pessoa é instigada a imaginar um cenário de completo relaxamento, dificilmente imaginará um escritório ou um shopping center como fonte de conforto e descontração. Provavelmente a primeira imagem que vem à mente será um lugar cercado pela natureza. Considerando que a maioria das pessoas passa de 80% e 90% do seu tempo entre suas casas e seus locais de trabalho, não seria fundamental dar mais atenção a essa questão?

Estamos constantemente experimentando as consequências físicas, psicológicas e fisiológicas do equilíbrio dos desenhos nos espaços, principalmente nos internos. Não é à toa que a arquitetura se volta para a ‘biofilia’ como uma importante fonte de inspiração que promove o bem-estar, a saúde e o conforto emocional. Esse novo olhar para o jeito de morar e de trabalhar do futuro é a vontade de fazer uma reaproximação com o natural para dentro dos ambientes, em resposta à vida moderna com centros urbanos cada vez mais corridos e conectada.

O termo ‘biofilia’, de origem grega, é traduzido como ‘amor às coisas vivas”. Bio, vida, e Philia, amor a, inclinação a. Seu princípio é bastante simples: conectar humanos com a natureza para melhorar o bem-estar, sendo que seu principal artifício é incorporar as características do mundo natural, tais como: a água, a vegetação, a luz natural e elementos, como madeira e pedra, aos novos projetos.

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Pesquisas têm demonstrado há muito tempo que a exposição ao ambiente natural afeta positivamente a saúde e o bem-estar, tanto físico quanto psicológico, trazendo para o local uma atmosfera de calma e tranquilidade, aliviando o estresse e purificando o ar.

Existem muitas maneiras de inserir o design biofílico. Integrar a vegetação com a arquitetura e trazer o verde para dentro dos nossos ambientes pode ser muito benéfico para o nosso conforto. Experimente compor peças como madeira, pedra, couro e cerâmica, que evidenciam a presença de elementos naturais. Podem ser em acessórios, mobiliários e objetos atemporais que nos deixam organicamente em contato com tudo isso, quebram a rigidez, acrescentam aconchego e trazem mais vida para o lugar. Esses materiais oferecem uma variedade de texturas e padrões que reproduzem a variação sensorial que experimentamos na natureza. Para os móveis, a madeira, o vime, o bambu e o junco são opções que cabem em todos os recintos.

Soma-se a isso uma paleta de cores inspirada em tons que remetem a dias ensolarados, à sensação de respirar o ar fresco das montanhas, ao desejo de mergulhar em águas cristalinas.

Abuse da iluminação natural. Sempre que possível, deixe essa luz natural se espalhar pela casa e por escritórios. Grandes aberturas de vidro em janelas e portas ampliam os ambientes, deixam a paisagem entrar e promovem a sensação de relaxamento. Além disso, abrir a janela e deixar entrar ar fresco também são importantes para ajudar nessa conexão ao ouvir o som da chuva, do vento e dos pássaros.

Então, vamos relaxar?
Desejo a todos boas festas! Muita paz, muita luz!

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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