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Elemento decorativo: tapetes

Escolha do modelo depende de vários fatores, a depender de cada ambiente

Por Aletheia Westermann

21/06/2020 às 06h39 - Atualizada 19/06/2020 às 16h48

Além de enriquecer a decoração e delimitar espaços, os tapetes trazem mais aconchego aos ambientes, aquecem o piso e abraçam o décor. Entretanto, como escolher o modelo ideal? Qual o tipo, tamanho e materiais devemos usar? Tarefa difícil? Claro que não! Principalmente se observarmos as necessidades do ambiente na hora de complementar o visual. Confira!

Tamanho
A orientação que seguimos é optar por um tamanho que acolha a maior parte dos móveis. No caso de uma sala de estar ou um home cine, o ideal é que ele cubra toda a extensão do sofá e avance pelo menos uns 30cm abaixo deste. Já na sala de jantar, se a ideia for o uso do tapete, que ele cubra pelo menos o dobro da profundidade da cadeira e mais um pouco para que você, quando puxar novamente o assento, não o traga junto. Já nos quartos, se não for cobrir toda a área até os criados mudos, vale uma linda passadeira em ambos os lados.

Formatos
Escolha de acordo com a disposição do mobiliário. Redondos, quadrados, retangulares, orgânicos… Até sobreposições de modelos – ousadia muito em uso ultimamente – podem ser usadas com modelos de diferentes propostas, porém, cheios de estilo, por deixar o óbvio de lado.

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Espessuras
Opte pelos mais finos em lugar de passagem, pois evitam tropeços e quedas. Os mais espessos são ideais para deixar o ambiente mais aconchegante.

Materiais
Lã, seda, sintéticos, fibras de sisal, bananeira, bambu e até hemp. O material deve ser pensado para facilitar a rotina da casa. Os de fibras sintéticas são mais resistentes e mais fáceis de limpar, por isso evitam as alergias e são ideais para quem tem crianças e pets. Já os de fibras naturais, seda, são mais macios e confortáveis, porém menos resistentes e mais fáceis de sujar.

Estilos
Persas, nômades, kilims indianos, turcos. Os tapetes orientais possuem enorme tradição e são considerados peças de arte. Trabalhados através de técnicas artesanais milenares, expressam a cultura e a arte com uma primorosa e requintada associação entre as cores. Já os shaggys são aqueles com pelos mais altos. Cheios de movimento e maciez, e com uma diversidade de cores, são bonitos e versáteis. A beleza do shaggy se dá devido à torção especial que cada fio recebe. Isso faz com que eles reflitam conforme a incidência da luz, criando um efeito incrível. Os contemporâneos representam um novo conceito de tapetes, com um design mais ousado e técnicas de lavoração e tingimento. Estes tapetes possuem desenhos mais abstratos, geométricos, além das listras, e seguem as tendências de cada momento.

Liso ou estampados
Isso vai depender de qual efeito queremos causar. Muitas vezes, os estampados se tornam um ponto focal, dando mais impacto ao piso, enquanto os lisos complementam e confortam o ambiente. Se mesmo assim ainda houver dúvidas sobre qual modelo comprar, uma boa opção é adquirir o tapete por último. Com a decoração finalizada é mais fácil visualizar o todo e, assim, não ter erro na escolha. Porém, se o tapete for o destaque do ambiente, siga uma paleta harmônica quando for comprar os móveis e objetos decorativos.

Cuidados
A pandemia do novo coronavírus exige um cuidado especial também com as superfícies. Isso porque o vírus possui um tempo de sobrevida diferente em cada substância (você já leu esse assunto aqui na coluna; se não leu, acesse nosso blog). Então, como ficam os tapetes? Eles também precisam passar por um processo de higienização. Use sempre o aspirador de pó, pois não danifica a aparência do tapete e pode ser usado sempre que necessário. A aspiração deve ser realizada cautelosamente e em toda a área do tapete. Além disso, o uso de qualquer saponáceo que tenha aplicação para tapete é eficiente – a atenção deve ser para produtos que possam danificar o objeto, como água sanitária e outros químicos. Entretanto, colocar um pano com água sanitária na porta de casa é também uma atitude bem adequada. Outra recomendação bastante pertinente é: entre em casa sem sapatos.

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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