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Quadros e afins

É preciso harmonizar obras de arte com os ambientes, mas também com a personalidade dos moradores

Por Aletheia Westermann

19/01/2020 às 06h59 - Atualizada 17/01/2020 às 20h07

“A Arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”, disse Pablo Picasso, mas, de fato, ela nos provoca sensações e nos exprime sentimentos. Isso significa que as imagens que elegemos para expor nas paredes de casa precisam expressar emoções e, principalmente, ser fiéis à personalidade dos moradores.

Há inúmeras maneiras de organizar obras de arte ou outros objetos decorativos pela casa, pois vivemos num momento de muita liberdade na decoração. Com isso, é possível explorar diversos arranjos, inclusive com fotos de família, gravuras, fotografias assinadas. O importante é que imagens e cores conversem entre si e que haja uma harmonia.

A simetria funciona bem para qualquer composição, mas descontruir essa proposta pode ser bem interessante. Encher a parede de quadros com molduras de diversos tamanhos e tons é puro charme. Vale misturar tapeçaria, esculturas, texturas, máscaras e peças de madeira. O importante aqui é prestar atenção nas proporções da parede. Para quem não quer danificar as paredes, uma boa alternativa é usá-los apoiados em móveis e prateleiras ou mesmo no chão. O resultado será um ambiente bem contemporâneo e, além disso, dará liberdade para criar várias composições ao longo do tempo.
Normalmente se usa um eixo central na altura de 1,60m, mas os quadros também podem ficar alinhados por cima ou por baixo. Uma dica antes de furar as paredes é fazer recortes com papel Kraft do tamanho dos seus quadros, colar na parede e ver como melhor ficará sua composição.

De diferentes cores, matérias e formatos, as molduras são ideais para dar acabamento em telas e fotos. Uma maneira de evitar erros na hora da escolha é optar por materiais neutros e naturais, pois combinam com qualquer conteúdo. Se a ideia for uma produção na parede de uma coleção de fotos ou de uma série de quadros do mesmo artista, experimente molduras iguais.

Já a iluminação é outro ponto importante a ser considerado, principalmente na conservação dos quadros. Escolha lâmpadas que não emitem raios UV e que não esquentem. Isso vale também para a luz solar. Os raios podem desbotar as cores e danificar as peças. Em relação à cor da luz, a cor branca eleva o visual, já as amarelas proporcionam a sensação de aconchego. Outro item a ser observado é em relação à umidade da parede. Isso pode gerar fungos que danificam a obra.

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Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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