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Por quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies?

Em vidro e madeira, o vírus pode permanecer por até 4 dias; limpeza adequada é fundamental

Por Aletheia Westermann

12/04/2020 às 06h02 - Atualizada 09/04/2020 às 19h11

Presente ininterruptamente no noticiário e no nosso dia a dia há alguns meses, a pandemia do coronavírus vem impondo modificações, até então inimagináveis, ao cotidiano de toda a população mundial. Além de preocupante ao ponto de ser até desesperador em alguns casos, ter informação do comportamento do vírus e entender formas de evitá-lo parece ser o melhor caminho.

Sendo uma doença respiratória, que se espalha pelo ar por gotículas, isso faz com que ela se torne extremamente perigosa pela sua forma de contagio, uma vez que esse vírus pode sobreviver fora do corpo humano no ar e em superfícies como metal, vidro e plásticos, se estes não forem desinfetadas adequadamente. Mas de que forma o vírus se comporta em cada um dos materiais?

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Segundo estudos, em uma única tosse pode-se produzir 3 mil gotículas, e o vírus pode sobreviver até 3 horas após ser expelido. Porém, quando chegam às superfícies como paredes, roupas, móveis e demais objetos, ele já começa a apresentar um outro tipo de comportamento distinto de acordo com o material da superfície.

Seguem alguns exemplos: Em superfícies plásticas e de aço inoxidável, o vírus pode alcançar uma sobrevida por cerca de 72 horas. Em superfícies de cobre, no entanto, o vírus apresenta um comportamento distinto, morrendo após 4 horas. Nas superfícies de papelão, esse tempo permanece por cerca de 24 horas, em outras de alumínio, ele ficará vivo por cerca de 8 horas, o que acende um grande alerta quanto aos itens entregues pelo correio ou serviços de delivery. Em superfícies de vidro ou madeira o vírus pode permanecer por até 4 dias.

Entretanto, o mais importante é que o estudo também mostrou, felizmente, que o coronavírus pode ser inativado em um minuto se desinfectado as superfícies com álcool ou 0,5% de água oxigenada ou água sanitária contendo 0,1% de hipoclorito de sódio, os quais não deixam de ser produtos de limpeza doméstica comuns.

Sempre nos perguntamos de que forma nossa profissão pode contribuir em situações como essa, mais do nunca, uma vez que estamos diante de privações que sempre valorizamos, como os espaços públicos.

A arquitetura hospitalar segue padrões de projeto que evitam, ao máximo, a proliferação de possíveis contágios em suas superfícies e sistemas. Incorporar alguns dos seus preceitos para projetos com outras tipologias já é algo a ser considerado. Todavia, é sempre importante lembrar que recursos naturais e gratuitos, como o sol e o vento, podem tornar os ambientes muito mais saudáveis de uma forma natural e passiva. Ou mesmo pensar em materiais autolimpantes, que podem reagir automaticamente e matar vírus e bactérias e evitar possíveis novas pandemias. A única certeza que temos é que é em tempos de crise as melhores ideias aparecem.

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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