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Espaços refletidos

Por Aletheia Westermann

05/07/2020 às 06h59 - Atualizada 03/07/2020 às 20h22

Há registros que os humanos usam espelhos desde 600 a.C.. Antes disso, a única forma de visualizar seu reflexo era na água, mas foi somente durante o Renascimento Europeu que os fabricantes venezianos começaram a fabricar espelhos usando como método a aplicação de suportes metálicos nas folhas de vidro, sendo este processo ainda comum hoje em dia. Desde então, os espelhos seguem desempenhando um papel decorativo e funcional na arquitetura, proporcionando uma estética contemporânea e limpa, apesar de suas origens antigas. Entretanto, foi somente no início do século 19 que o químico e inventor alemão Justus Von Leibig descobriu o processo moderno de prateação, que envolvia pulverizar uma fina camada de prata ou alumínio na parte de trás de uma folha de vidro. Esse sistema permitiu a produção em série de espelhos e tornou o produto mais universal.

Utilizar espelhos como itens decorativos é algo que imprime muita elegância e sofisticação a qualquer ambiente. Graças à variedade de alternativas, é um dos poucos acessórios democráticos na arquitetura: combina com todos os estilos de ambientes, cai bem em qualquer lugar da casa e pode ser usado com diferentes objetivos, seja para valorizar objetos, refletir luz ou ampliar e integrar os espaços.
Todavia, para aproveitar os benefícios desse acessório no décor, ao posicionar o espelho em qualquer ambiente é importante pensar na harmonia do espaço e não se esquecer de levar em conta o que vai ser refletido.

O recurso é uma boa aposta e pode ser usado para acentuar a arquitetura, refletindo ângulos ou espaços interessantes. Ajuda a dar amplitude ao ambiente, refletir uma bela decoração e aumentar a luminosidade do local, tornando o espaço mais aberto e brilhante. Além da versatilidade nas funções, esse item favorece uma série de aplicações. Seja nas paredes, na marcenaria, agrupado em conjuntos de diferentes modelos ou mesmo apoiados no chão, posicionando a peça ligeiramente inclinada atrás de móveis como aparadores, sofás e até mesmo despretensiosamente solta na decoração.

A qualidade no processo de produção faz toda a diferença na imagem perfeita, sem refração ou distorções, por isso a importância na hora de escolher. O produto está disponível nas cores prata, bronze, fumê e acetinado. Já as espessuras são de 3 mm, 4 mm, 5 mm e 6 mm. Elas estão inversamente proporcionais à distorção das imagens refletidas, ou seja, quanto mais fino o espelho, maior a chance de deformidade. O tamanho também vai entrar nesta equação. Quanto maior o espelho, maior a chance de distinguir a distorção.

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Os acabamentos dos espelhos podem ser bisotados ou lapidados. Tais designações referem-se ao trabalho que é feito na borda do espelho, com o próprio material, dando uma angulação ao item e criando um efeito de acabamento mais sofisticado. A técnica bisotê/ bisotado é caracterizada pelo efeito chanfrado, criando-se uma espécie de moldura delicada ao item – em razão disso, seu custo é maior em relação aos espelhos tradicionais. Já nos lapidados, a peça é cortada e passa por um processo para lapidar suas bordas, de modo que estas não fiquem cortantes ao tato.

Os problemas mais comuns com espelho são oxidação, manchas e riscos causados pelo uso indevido de ferramentas ou esponjas abrasivas, umidade ou maresia. Para limpar a superfície, o correto é usar um espanador para retirar a poeira antes de passar um pano macio com água morna ou álcool. Não borrife líquidos diretamente no espelho e seque bem. Curtiu as nossas dicas? Então dá um pulinho no nosso site e no nosso blog.

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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