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#Ocorpoidealéoseu

Por Tribuna

17/07/2020 às 06h31 - Atualizada 16/07/2020 às 17h38

“Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse seu único meio de viver”
Clarice Lispector, retirado do livro “Moda intuitiva”, de Cris Guerra

O que faz um corpo ser considerado bonito para você? O padrão estético imposto? A tonalidade da pele? A questão idade, o chamado viço da juventude? Indo direto ao tema da coluna: como está o seu relacionamento com o seu corpo? Você se atém a características físicas para determinar o que é bonito e o que é considerado feio? Já parou pra pensar o que gera beleza?

Quantos questionamentos! Mas para abordar um tema tão complexo, o primeiro passo é parar e pensar em como está a sua relação com o seu corpo. Entender a lógica número um do vestir é entender o seu corpo. E tão importante quanto entender, é aceitar o formato do seu corpo. Autoconhecimento seguido de autoaceitação, aqui começa a jornada da arte de vestir.

Como bem pontuou a jornalista Cris Guerra no seu livro “Moda intuitiva”, a moda é feita para mulheres magras, aquelas em que a maioria das peças cai perfeitamente bem. Isso é um fato! A moda, ainda, está longe de ser democrática. Apesar das mudanças de comportamento, e uma crescente diversidade na moda, as passarelas e vitrines ainda dão prioridade para os corpos magros, a nossa referência de vestibilidade ainda são as roupas que caem perfeitamente na silhueta esguia.

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A consultoria de imagem costuma trabalhar com cinco biotiopos: o oito ou ampulheta (ombros e quadris na mesma proporção, cintura bem marcada); retângulo (ombros e quadris na mesma proporção, cintura pouco definida); triângulo ( ombros mais estreitos que os quadris); triângulo invertido ( ombros mais largos que os quadris); oval ( silhueta mais arredondada). As silhuetas são somente um direcionamento, pois as formas variam de pessoa pra pessoa, cada corpo é único, com as suas particularidades. É aí que entra o poder da sua autoestima, o poder de gostar de você e de se achar bonita! A beleza está nos olhos de quem vê, então que tal primeiramente vestir seus olhos de generosidade e se descobrir linda?! No processo de lapidação do estilo, avalie o seu corpo, analise o seu tipo físico e procure entender o que realmente cai bem em você. Preste atenção nas suas proporções, pense no seu corpo em linhas verticais e horizontais e equilibre suas formas buscando harmonia. Perceba visualmente o tamanho dos ombros x quadril, cintura e seios. Identifique seus pontos focais, o que mais chama atenção na sua imagem, aquilo que você quer realçar e o que pretende disfarçar. Mas o mais importante em todo o processo: entender e aceitar o formato do seu corpo! O objetivo é descobrir a roupa adequada para você, criando a figura ideal que você deseja, afinal, você é o seu padrão. Lembre-se: confiança sempre será o seu melhor vestido!

E citando novamente a Cris Guerra, que serviu de inspiração para o croqui da DaniBrito que veste todos os corpos e todas as cores: “se um strip-tease desnuda uma mulher completamente, o ato de vestir fala ainda mais sobre ela. Roupas contam trechos da nossa história – quanto mais vestimos, mais revelamos”.

A arte de vestir seu corpo

  • Proporção é a palavra chave para composição do look: “o curto deve alongar ; o longo deve esticar para os lados, o estreito pede mais volume, o avantajado precisa ser disfarçado” (Glória Kalil)
  • Experimente roupas de diversas marcas para descobrir qual tem o melhor caimento para o seu corpo
  • Conforto é sempre o ponto de partida: os movimentos devem ser harmoniosos com a roupa, nada deve apertar, – incomodar
  • Certifique-se de que está comprando a numeração correta: experimente um número maior e um menor
  • Pequenos ajustes de mangas, cavas e pences podem fazer toda a diferença no caimento das roupas
  • Lembre-se que sua imagem é tridimensional, olhe-se de todos os ângulos para verificar o caimento
  • Use o volume de forma coerente: a parte de baixo deve ser proporcional à parte de cima
  • Na hora de comprar roupa, tire como base o seu quadril e não a cintura. O comprimento do blazer ou da camisa pode fazer toda a diferença, assim como modelagens mais retas de calças e vestidos
  • Identifique seus pontos focais, onde você tem mais peso visual
  • Destaque o que você gosta , valorize a parte do corpo que é o seu ponto forte e, por meio das modelagens, texturas, tecidos, cores e estampas, use a roupa a seu favor
  • Pra valorizar as curvas de forma elegante, evite o tudo ao mesmo tempo agora: muito curto, muito justo, muito brilhante. Equilíbrio é fundamental
  • Pra suavizar as curvas, use o jogo da proporção. Coloque volume nas partes mais estreitas e neutralize com cores e modelagem as partes mais volumosas
  • Pra disfarçar o quadril: saias e calças de corte reto
  • Pra ampliar os ombros: mangas volumosas, ombreiras, decote ombro a ombro
  • Pra realçar a cintura: ilusões ópticas de cores simulando a cintura, decote transpassado, faixas, cintos, amarrações, sobreposição de peças
  • Pra alongar a silhueta: looks monocromáticos, calça de cintura alta, decote V, cortes retos, evitar volumes extras, sapatos de bico fino e mais decotados
  • Evite fatiar a silhueta com recortes na horizontal, num exemplo extremo: bota + meia + bermuda + cinto + decote ombro a ombro
  • Use acessórios como ferramentas para chamar a atenção para seus pontos fortes
  • E nunca se esqueça, o mais importante é a arte de vestir a sua autoestima, pois quando você está segura, ninguém te segura!

FICHA TÉCNICA:
Ilustração: DaniBrito @mercadodasalvacaostudio

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