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Moletom: a estrela da vez

Por Ana Paula Calixto

05/06/2020 às 06h46 - Atualizada 04/06/2020 às 20h20

‘Não é a roupa que veste você, é você que veste a roupa’

Costanza Pascolato

Com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, a opção por peças que proporcionam conforto ganham cada vez mais espaço. “O conforto é o novo luxo ” já se tornou um lema aqui da coluna. E o moletom, peça que reúne tantas características favoráveis como conforto, versatilidade e praticidade, assumiu o protagonismo das produções em tempos de quarentena.

Peça democrática do tipo que abraça o corpo, o moletom pode ser considerado um item essencial do guarda-roupa! O mercado de moda, no seu movimento de espelho da sociedade e de atender às demandas do consumidor, está lançando várias coleções “comfy”, nas quais o moletom aparece em várias versões. Há estilos para todos os gostos, desde os mais esportivos aos mais arrumadinhos.

Um pouco de história:

O moletom é um tecido macio feito de algodão ou lã, cujo nome é um estrangeirismo, com origem na palavra francesa molleton. É o francês “molleton”, nome de um tecido macio de algodão ou lã, de “mou”, “suave, macio”, do latim “mollis”, “mole, suave”.

Conta a história que o moletom foi criado na década de 1920 para proteger os trabalhadores nos frigoríficos, mas não há consenso sobre a sua origem. Há relatos que indicam que ele apareceu em 1925 e foi criação dos irmãos Abe e Bill Feinbloom, que trabalhavam na fábrica americana de roupas esportivas Champion, que ainda hoje tem os moletons mais cobiçados do mundo fashion; e também há informações de que o criador do moletom foi a também americana Russel Corp, no ano de 1926.

Há ainda uma teoria que afirma que o moletom surgiu para proteger os jogadores de basquete e basebol do frio e para absorver o suor. Moletom em inglês é “sweatshirt” (“sweat” é “suor” em português).

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A linha do tempo do moletom na história da moda é muito conhecida. Nos anos 60, a popularização do moletom nos Estados Unidos com os estudantes universitários. Nos anos 70, a cultura do hip-hop adotou o moletom com capuz, o chamado “hoodie” (moletom canguru) como expressão cultural. Na década de 80, o moletom conquista de vez o streewear e passa a fazer parte da vestimenta de várias tribos urbanas, atingindo o auge de popularidade fashion quando chegou ao cinema com a protagonista do filme “Flashdance”. E protagonismo é um papel que o moletom adora assumir: se por alguns anos foi difícil desvinculá-lo da imagem de um tecido simples, usado exclusivamente para roupas esportivas e pijamas, a moda e o comportamento sempre buscaram ressignificar estes conceitos. Na década de 90, os moletons tomaram conta até das passarelas, com coleções exclusivas feitas com o tecido.

O fato é que o moletom assumiu a categoria de peças da moda que atravessam os tempos, como jeans, a t-shirt, as jaquetas, daí ser considerado um item essencial do guarda-roupa.

Pode haver controvérsias quanto a sua origem, mas o motivo pelo qual o moletom se popularizou é bem claro: tecido confortável e prático.

Em 2020, chegou a vez do moletom customizado: o moletom versão quarentena! Com mais tempo dentro de casa, as pessoas estão desenvolvendo habilidades e abusando da criatividade para personalizar seus looks. Vale resgatar aquele moletom antigo e brincar com a tesoura ou mesmo se aventurar em técnicas de tingimento como o tie dye.

Pra você entrar no clima do faça você mesma, a coluna trouxe uma receita da designer DaniBrito, autora das lindas ilustrações da coluna. O vídeo com as instruções está no YouTube do Mercado da Salvação Studio.

Materiais necessários:
Um moletom ou camiseta branca (ou de cor clara)
Tinta para aquarela Silk da Acrilex nas cores que desejar. Para um degradê bem interessante, é bom que sejam cores harmônicas ou próximas. (Ver círculo cromático)Plástico grande para forrar a superfície
Luvas

Passo a passo:
Forre com plástico a superfície sobre a qual irá trabalhar
Umedeça a camiseta por inteiro sem deixar pingar: é bom torcer
Coloque sobre o plástico e enrole como desejar o efeito da tinta. Pode ser em espiral ou pontas amarradas com barbantes. No vídeo de demonstração foi uma só direção sem amarrar
Comece a colocar as cores que deseja pingando, dobre o plástico ou coloque as luvas e aperte para a tinta espalhar. Vire do outro lado a camiseta e repita
Cuidado para não sujar de tinta partes indesejadas da camiseta, tenha sempre um pano úmido para limpar
Abrir a camiseta e secar sobre uma superfície horizontal limpa e forrada
Se deixar secar no varal a camiseta molhada, a tinta pode escorrer

Outra dica da Dani : se quiser customizar peças mais escuras, fazer o trabalho com água sanitária no lugar das tintas, mas lembre-se que com este produto todo cuidado é pouco!
E no mais, use a sua imaginação e crie a sua versão de moletom!

Ficha técnica:
Ilustração: @mercadodasalvaçaostudio

Ana Paula Calixto

Ana Paula Calixto

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