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Roteiro nostalgia: relembre festas tradicionais que não acontecem mais em Juiz de Fora

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Independente do dia da semana, a vida noturna de Juiz de Fora possui opções para aqueles que buscam uma saída tranquila ou até mesmo uma agitação fora da rotina. E isso não é de hoje: é uma vocação que existe há décadas. Principalmente por ser uma cidade universitária, festas nunca faltam. Mas algumas, realmente, ficaram no passado.

JF Folia foi uma das festas mais tradicionais na cidade (Foto: Cerezo/ Arquivo TM)

Por isso, o Roteiros JF desta semana está em clima de nostalgia: reuniu depoimentos de quem frequentou eventos que viraram tradicionais mas que, no entanto, não existem mais na cidade, como Festa dos 50 centavos, Festa de Espuma no Front, JF Folia e Festa Estranha com Gente Esquisita. Essa são apenas algumas das tantas que deixaram saudades no coração dos festeiros.

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Festa dos 50 centavos

Era a década de 1990 e a Cidade Alta já integrava o mapa de festas universitárias, chamando a atenção pela Festa dos 50 centavos, realizada na Cervejaria Voadora, que possuía uma proposta inusitada: “A festa dos 50 centavos marcou a geração jovem no final dos anos 1990. Toda bebida comercializada na festa custava 50 centavos, como cerveja, cachaça, caipirinha…muita gente exagerava na dose por conta do preço baixo e ia parar no pronto socorro para tomar glicose”, conta a repórter da Tribuna, Sandra Zanella.

Festa de espuma no Front

Localizada na Rua São Mateus, a boate Front era um dos pontos de encontro da juventude juiz-forana também na década de 1990, e era lá que acontecia a Festa de espuma. Conforme a cobertura da Tribuna da época, era “uma noite alegre, animada e colorida, num clima contagiante de ‘banheira de espuma’, música de Rita Lee”.

Ao invés de ser realizada no típico dia para uma noitada, a sexta-feira, a Festa de espuma acontecia no domingo, iniciando no final da tarde e indo até o período da noite. O evento acontecia em uma época em que o funk e o rap estavam em ascensão, tornando-se moda.

“Em um determinado momento da noite, tocava o ‘ap da espuma’. E quando tocava, as máquinas que ficavam dentro da boate começavam a despejar espuma em todo mundo. Ficava todo mundo girando, e dançando no meio da espuma. A espuma vinha mais ou menos até altura assim do peito, do pescoço. Mais um tempo depois, tocava a música da espuma de novo e jogavam a espuma. E era uma era uma febre na época”, relembra Leonardo Costa, editor de fotografia da Tribuna.

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(Foto: Arquivo TM)

JF Folia

O JF Folia, chamado de “carnaval fora de época”, acontecia no segundo semestre do ano, em outubro, e oferecia atrações de renome, como Ivete Sangalo, Ara Ketu, Banda Eva e outros. A festa nasceu no início dos anos 2000, época em que o axé estava explodindo no Brasil.

“O JF Folia faz parte das minhas melhores memórias da adolescência. Fui nas primeiras cinco edições com o mesmo grupo de amigas que tenho até hoje. Então, de vez em quando a gente lembra daquela época e dá boas risada. Lembro que no ano que eu estava no cursinho, bem focada na preparação para o vestibular, eu não gostava de sair de casa. A exceção foi para ir ao JF Folia, porque era a diversão da galera. A gente ia de ‘pipoca’ e, naquele ano, nós fizemos uma camisa do nosso grupo. Era uma sensação de pertencimento que é importante na adolescência, guardo com carinho essas lembranças”, relata Gracielle Nocelli, editora da Tribuna.

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(Foto: Arquivo TM)

Festa Estranha com Gente Esquisita

Em jornal da Tribuna de Minas da época, a Festa Estranha com Gente Esquisita é relatada como um evento que “transformou as ruas da cidade em um desfile de fantasias, lembrando o que aconteceu à época do Halloween”. O sucesso era tanto que os produtores da festa chegaram a precisar retornar a quantia dos ingressos para cerca de 700 pessoas que não conseguiram entrar.

(Foto: Arquivo TM)

A reportagem narra que a reclamação também se estendeu para o prejuízo do custeio das fantasias, que precisaram ser retornadas. Além disso, a noite do evento é descrita também como “noite estranha”: “Desta vez, o fenômeno chamou ainda mais atenção por seu público, quase na totalidade adolescente, e consequentemente desabilitado para o trânsito, que utilizaram ônibus urbanos para chegar até a festa. A cena, com pontos de ônibus e coletivos lotados de monstros e outros bichos, era algo surreal”.

“Acho que o que mais lembro é da gente se preparar para festa. Os dias antes, decidindo de que iríamos fantasiadas e organizando as fantasias. A gente se dedicava bastante. E no dia da festa nos reuníamos na casa de uma das minhas amigas e terminávamos de fazer os adereços com muito EVA, cola e papel. Na festa a sensação era ficar vendo as diferentes fantasias e julgar qual era melhor. Acho que a gente ficava até mais a vontade para conversar com as outras pessoas, porque o pretexto era a festa em si e a fantasia era desculpa para puxar assunto. Mas toda Juiz de Fora participava. Era a sensação dos jovens e todo mundo, de diferentes escolas, ia”, conta Rafaela Felício, amiga de longa data de Gracielle.

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*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy

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