A Semana do Cinema vai até quarta-feira (11) com todos os filmes em preços promocionais na rede UCI de cinemas e no Cinemais Jardim Norte. Durante a data, as sessões iniciadas até 16h59 terão ingressos a R$10, e a partir das 17h, o valor será de R$12, com combos de pipoca, refrigerantes e doces também em promoção. A Tribuna preparou uma lista com cinco filmes de diferentes gêneros para assistir e aproveitar o período nas salas de cinema.
Confira os filmes da Semana do Cinema:
‘A empregada’
“A empregada” é um sucesso de bilheterias mundial, conseguindo ultrapassar a marca de US$ 300 milhões em ingressos e atingindo oito vezes o valor de seu orçamento. A trajetória bem-sucedida do filme pode ser explicada por muitos fatores, a começar por ser adaptação do livro de Freida McFadden de mesmo nome, que já era um best-seller do New York Times. A autora também é produtora executiva do filme, que é um thriller instigante impossível de ignorar.
A narrativa começa quando a personagem Millie (interpretada por Sydney Sweeney) busca trabalho como empregada doméstica na casa do casal Nina e Andrew Winchester (interpretados por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar). Ela acredita que, ao trabalhar para a dupla, as perspectivas vão melhorar para a sua vida. Aos poucos, no entanto, começa a perceber estranhas atitudes de sua patroa, que parecem ser sempre acobertadas pelo marido.
Toda a trama gira em torno desses personagens e dos segredos que cada um deles guarda, em um jogo de gato e rato que se afasta do óbvio e oferece reviravoltas empolgantes.
‘(Des)controle’
O filme brasileiro “(Des)controle” coloca Carolina Dieckmann para interpretar uma escritora sobrecarregada, mãe, que luta para reconhecer e lidar com o seu alcoolismo. O filme mostra essa batalha a partir da dualidade que a personagem apresenta em sua relação com a bebida, quando se transforma em outra pessoa (apresentadas como Kátia e Vânia), e chega a um estopim quando ela enfrenta uma crise criativa mais dura às vésperas da entrega do seu novo livro, ao mesmo tempo em que descobre a falência do seu casamento e administra o acúmulo das demandas da família.
O filme é dirigido por Rosane Svartman (autora de novelas como “Vai na fé” e “Dona de mim”) e Carol Minêm (de “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”), e tem produção de Iafa Britz, responsável pela trilogia “Minha mãe é uma peça”. Foi ela quem apresentou o argumento do filme, a partir de sua própria experiência com o alcoolismo.
‘O agente secreto’
O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações ao Oscar de 2026: Melhor Direção, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco. A produção ambientada no Recife dos anos 1970 aborda a ditadura militar brasileira por uma perspectiva diferente: a de um pesquisador acadêmico perseguido por um empresário ligado ao regime, com muitas das consequências que isso gera para toda a sociedade brasileira.
A produção pensa a memória e a falta dela, assim como reúne os marginalizados do sistema em clima de carnaval e observa de perto como a corrupção pode se infiltrar e degradar todas as camadas da população.
‘Marty Supreme’
Em “Marty Supreme”, o ator Timothée Chalamet se despede da pose de galã e assume um visual bastante diferente para interpretar Marty Mauser, um jogador de tênis de mesa ambicioso, trambiqueiro e sem moral. A trama se desenvolve quando o jogador, ainda trabalhando em uma loja de sapatos da família judia, perde para Koto Endo na final do campeonato British Open. Inebriado pelo ideal de “sonho americano”, ele é um típico perdedor que precisa virar o jogo ao menos durante uma última partida para mudar o rumo de sua vida.
O filme aborda o cenário pós-guerra nos Estados Unidos e tem direção de Josh Safdie. O longa foi livremente inspirado na autobiografia de Martin Reisman, um lendário jogador de ping-pong conhecido por ser um trapaceiro.
‘Valor sentimental’
O filme “Valor sentimental” é o representante da Noruega no Oscar de 2026, com um total de nove indicações. A obra trata de relação pai e filha por meio da arte: ele, que é um renomado diretor que no entanto parece já decadente, decide escrever um filme para que a filha, que é atriz, atue como protagonista. A obra se torna uma metalinguagem dela mesma, para pensar como construir essa história a partir de uma família afastada e que se desenvolveu à distância.
Nessa trajetória, também aparece a irmã da atriz Nora, Agnes, que lida com o pai a partir de uma outra perspectiva, e a atriz americana Rachel Kemp, chamada para interpretar o papel que havia sido criado para a filha quando esta o recusa. O filme elabora questões relativas a trauma, limites e a ligação com a arte de maneira delicada, com atuações marcantes de Stellan Skarsgård, Renate Reinsve, Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning.

