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Fechados com Klopp

esp coluna Bruno Jurgen Klopp foto Facebook Liverpool1
esp coluna Bruno Jurgen Klopp foto Facebook Liverpool
Jürgen Klopp se consolida como um dos principais técnicos do mundo (Foto: Facebook Liverpool)
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Difícil, nos dias atuais, um grupo rachado ser campeão. Claro, há exceções diante de capacidade técnica elevada ou circunstâncias que o futebol proporciona – afinal não é ciência exata. Ocorre que o trabalho de Jürgen Klopp, alemão de 51 anos agora campeão da Liga dos Campeões pelo Liverpool, mas que já registrara trabalhos de destaque à frente do Mainz e do Borussia Dortmund, é reconhecido não apenas pela organização dentro de campo, com os setores bem ocupados por atletas compactados e intensos. A união estende-se para o vestiário, graças também ao poder de gestão de grupo do estudioso ex-jogador e quase jornalista esportivo – não fosse o sucesso obtido da área técnica.

Em campo, o Liverpool-base de Klopp, com Alisson; Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk e Robertson; Fabinho, Henderson e Wijnaldum; Salah, Mané e Firmino, e de importantes reposições, como Lovren na zaga, Milner e Keita no meio-campo, além dos atacantes Shakiri e Origi, se apresentou com modelo de jogo padronizado.

Mudam-se as peças, mas as ideias do técnico alemão seguem fielmente aplicadas. Saliento a proposta defensiva vermelha, pois é, na minha avaliação, o que sustenta o Liverpool e potencializa o brilho de Salah e companhia no último terço do campo.

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No momento defensivo, o Liverpool se posicionou na temporada tanto em um 4-3-3, quanto em um 4-4-2. A compactação defensiva das duas linhas, com seis a oito jogadores, é o primeiro ponto de segurança. Soma-se isso a chamada zona pressionante com o bloco alto de marcação, de forma que, ao perder a bola, os Reds buscam pressionar o portador de forma imediata, independente do setor.

Tudo isso leva ao sucesso com a bola, sobretudo em rápidas transições ofensivas com o trio fatal de ataque e a amplitude gerada também pelos laterais Arnold e Robertson. Não há como deixar de destacar também a presença de um dos volantes entre os atacantes, sempre próximos no setor de finalização das jogadas. Em resumo, um Liverpool fechado com Klopp, dentro e fora de campo, com virtudes coletivas que estimulam o sucesso individual e, que bom, que vencem.

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