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Justiça mantém recuperação judicial de gigante do café e cobra novos documento

A Justiça de Minas Gerais manteve a validade do processamento da recuperação judicial do Grupo Montesanto Tavares, conhecido por atuar como uma das maiores exportadoras de café do país.

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A decisão, assinada pelo juiz Murilo Silvio de Abreu e publicada nesta terça-feira (15), também determinou a apresentação de documentos complementares e autorizou o Bradesco a vistoriar sacas de café dadas em garantia pela empresa. 

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As impugnações foram feitas por Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Banco do Nordeste, Cargill e o fundo Multiagro.

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Os credores alegavam que a companhia apresentou documentação incompleta, omitiu informações sobre sua estrutura societária, não incluiu determinados credores e deixou de incorporar ao processo empresas como R3 Participações, Interbrasil Coffee e Ally Coffee. Algumas dessas instituições pediam a suspensão da recuperação e uma nova perícia prévia.

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O grupo contestou os argumentos, afirmando ter cumprido todas as exigências legais e incluído no processo apenas as sociedades sob controle comum, como prevê a legislação. Também negou qualquer confusão patrimonial e afirmou que os credores manifestaram apenas discordância com a decisão, sem apresentar falhas materiais.

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O juiz rejeitou integralmente as contestações. Segundo ele, a decisão que deferiu a recuperação judicial foi fundamentada em perícia prévia e em laudos dos administradores judiciais, e não apresenta os vícios apontados. 

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No entanto, determinou a entrega, em até cinco dias, de documentos que comprovem o rateio de despesas e reembolsos entre seis empresas do grupo: Interbrasil Coffee, R3 Participações, Atlântica Agropecuária, Atlântica Participações, Mschiavo e IR Tavares Montesanto. 

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Além disso, o magistrado exigiu manifestação das recuperandas sobre um dossiê apresentado pelo Bradesco com novas informações sobre a composição do grupo econômico e possível confusão patrimonial.

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Criação: Mafê Braga Imagens: Divulgação