União faz a força

Por Por Júlia Garcia, Estudante de jornalismo da UFJF

10/11/2017 às 07h00 - Atualizada 09/11/2017 às 21h22

“Trabalhadores do mundo, uni-vos!” A famosa frase do Manifesto Comunista foi escrita há mais de um século, mas ainda é bem atual. Sem entrar no mérito do sistema comunista e sua rivalidade com o capitalismo, Karl Marx e Friedrich Engels estavam certos em, pelo menos, uma coisa: a união faz a força.

Em meio a uma crise econômica e, principalmente, política, as reformas trabalhista e da Previdência assombram os brasileiros. Um governo instável e impopular deixa dúvidas a respeito do futuro do país e, em especial, do futuro dos trabalhadores.

Nesse contexto, a mobilização popular pode ser uma saída. Não há como resolver todos os problemas do país através dela, mas há como exercer grande força sobre a balança e pender para um dos lados. Historicamente, o Brasil não se destaca como outros países, onde as movimentações populares são mais constantes e ativas. Muitos brasileiros ainda classificam as paralisações e manifestações como “baderna” e não as apoiam. Mas movimentos legítimos, como o “Diretas Já”, já fizeram grande diferença na nação.

É necessário unir forças, quebrar as barreiras, hoje tão fortes, entre as diferentes orientações políticas para lutar em defesa de melhorias reais para a população. As reformas que o Governo de Temer quer implantar não beneficiam – pelo contrário, elas prejudicam, e muito – o trabalhador.

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Deve-se tomar como base grandes movimentos, muitos históricos, que lutaram por direitos e liberdade. A “queima dos sutiãs”, ocorrida na década de 1960 nos Estados Unidos e que lutou em defesa das mulheres; o “ludismo” e o “cartismo”, que, durante a Revolução Industrial, lutavam contra a exploração do trabalhador; e o próprio “Diretas Já”, que pediu a volta das eleições diretas para presidente, abolidas após o Golpe de 1964, são bons exemplos de como a luta e a mobilização podem fazer a diferença.

Nesse contexto, o Dia Nacional de Paralisação, que ocorrerá nesta sexta (10), se faz um importante instrumento de reivindicação. Os sindicatos lutam, principalmente, pela anulação da Reforma Trabalhista e a favor dos direitos dos trabalhadores.

Ainda que nem todos concordem com as pautas reivindicadas, é imprescindível que haja reconhecimento da legitimidade de tais movimentos. Quanto mais o povo se mobilizar, mais pressão pode ser exercida sobre o Governo e maior a capacidade de intervenção da população.
Contudo é utopia achar que apenas a mobilização popular vai exercer resultados rápidos e eficientes.

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