Região forte

A Zona da Mata precisa atuar integrada, para garantir investimentos que assegurem o crescimento de Juiz de Fora e, principalmente, dos demais municípios

Por Tribuna

10/10/2017 às 06h30 - Atualizada 09/10/2017 às 21h28

Com quase 600 mil habitantes, Juiz de Fora tem se defrontado há anos com o dilema do desenvolvimento: articula investimentos para o seu projeto de crescimento ou luta para que esses recursos se espalhem pela região. A segunda questão ganhou força quando se percebeu que não basta à metrópole ter vida própria e abandonar o seu entorno, pois isso implicaria seus próprios problemas. Fragilizados economicamente, esses municípios buscam na cidade-polo os serviços, especialmente, nas áreas de saúde e educação. Juiz de Fora tem essa demanda cotidianamente, bastando ver o número de ambulâncias de outras regiões, inclusive do Rio de Janeiro, trazendo pacientes para serem aqui atendidos, ou ônibus com estudantes, principalmente à noite.

O crescimento tem que ser conjunto, a fim de formar projetos-diques, que retenham a população desses municípios na sua própria base. Para isso, porém, é preciso que tenham infraestrutura adequada, sobretudo nas áreas que hoje buscam em Juiz de Fora. Hoje, é fato, já há consciência dessa virada, mas ainda há muito a ser feito.

O oportuno Fórum de Desenvolvimento, promovido na semana passada pela Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, apontou para esse viés. Os debatedores insistiram na tese de desenvolvimento integrado, pois é a única em que todos ganham. Cidades como Belo Horizonte, por exemplo, são basicamente centro de consumo, enquanto a Região Metropolitana concentra a maior parte de suas indústrias. Dessa forma, a região se fortalece, bastando ver o potencial dos municípios que a formam. Além da capital, outros dois – Contagem e Betim – estão entre os mais ricos do estado. No Triângulo, Uberlândia e Uberaba puxam o desenvolvimento; no Sul de Minas, Varginha e Pouso Alegre e Poços de Caldas lideram a lista.

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O entorno de Juiz de Fora é um dos mais pobres, mas, se devidamente atendido por políticas públicas, pode virar o jogo. Para isso, porém, é fundamental a ação das lideranças empresariais – que já estão fazendo a sua parte – e políticas, que a cada ano reforçam o discurso, embora nem todos invistam, de fato, em tais ações.

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