Ação de muitos

Liberação do acesso à rodovia que liga a MG-353 à BR-040 foi resultado do trabalho de vários segmentos, que pode ser repetido em outras demandas da cidade e da região

Por Tribuna

06/12/2017 às 06h30

Adotou-se uma solução política para a liberação da estrada ligando a BR-040 à MG-353. Diante dos impasses burocráticos, a decisão fugiu do viés técnico e abriu o caminho, mas é necessário considerar que a medida é provisória, carecendo de um acesso com menos riscos para os usuários. Coincidentemente, a decisão ocorreu depois de provocação da Tribuna, ainda no início da semana passada, sobre o que restava para o termo ser assinado. Na sexta, ocorreu a publicação. A medida, é fato, foi resultado de vários setores que pediram ação imediata do Governo, não sendo um ato isolado desse ou daquele segmento. Muitos estiveram envolvidos nessa jornada.

Mas, longe de ser um problema, a atuação de vários padrinhos foi reveladora: é possível trabalhar junto em outros projetos que carecem de implantação em Juiz de Fora e na região e que ficam emperrados por falta de um empurrão coletivo. Se os setores político, empresarial e popular se unissem, muitas outras demandas já teriam sido superadas. Agora mesmo, depende apenas de uma licença de implantação para que o projeto da M.Dias Branco vá adiante, mas a matéria está retida na Superintendência de Meio Ambiente, em Ubá, sem que haja uma explicação plausível para tanta demora.

Os técnicos têm uma missão imprescindível na harmonização de projetos, como também para evitar desvios de execução, mas há ocasiões em que esquecem o viés social e acabam comprometendo iniciativas importantes e de interesse coletivo. A empresa do setor de massas é um dos maiores empreendimentos voltados para a cidade nos últimos 20 anos, mas, se não houver ação coletiva para liberação da licença, há o risco de o projeto ser carreado para outras regiões.

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O governador Fernando Pimentel foi um dos primeiros a perceber a insensibilidade técnica para certas questões. Na semana passada, o Diário Oficial do Estado publicou decisão pela qual caberia à secretaria de Governo – de ação eminentemente política – decidir questões financeiras, até então sob controle da Fazenda e do Planejamento. Não se trata de uma decisão desqualificando as secretarias, mas apontando que certas medidas não podem ficar à mercê de longos e demorados pareceres. E é aí que entra a política, sobretudo quando a meta é o bem comum.

 

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