Gás de cozinha terá nova alta em JF

Decisão foi tomada pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras

Por Fabíola Costa

10/10/2017 às 16h57 - Atualizada 10/10/2017 às 16h57

O juiz-forano que já paga até R$ 80 pelo gás de cozinha pode preparar o bolso mais uma vez. Depois de dois aumentos em setembro, a Petrobras autorizou, nesta terça-feira (dia 10), mais uma alta do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg (GLP P-13). O aumento será, em média, de 12,9% para as distribuidoras e entra em vigor à zero hora desta quarta-feira (dia 11). Conforme a estatal, se for integralmente repassado ao consumidor, a estimativa é que o preço seja reajustado, em média, em 5,1% ou pouco mais de R$ 3 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos.

Segundo a pesquisa mais recente divulgada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do botijão é R$ 68,61 em Juiz de Fora, podendo ser encontrado de R$ 60 (mínimo) a R$ 80 (máximo), de acordo com o estabelecimento escolhido pelo consumidor. A pesquisa refere-se ao período de 1 a 7 de outubro (antes desse aumento) e é resultado de coleta de preços realizada em 21 revendas. Caso a projeção da Petrobras seja, de fato, aplicada ao consumidor final, o preço médio do gás de cozinha (considerando a pesquisa da ANP) chegaria a R$ 72,10, elevando as margens mínima e máxima para R$ 63,06 e R$ 84,08, respectivamente. Em setembro, o preço médio praticado era de R$ 64,37, variando de R$ 55 a R$ 74.

A decisão foi tomada pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras. O posicionamento é que o percentual de reajuste foi calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho e reflete, principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional. Ainda conforme a estatal, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, dependendo dos repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores. A alteração atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial/comercial.

O último reajuste ocorreu em 26 de setembro, quando o aumento médio autorizado foi de 6,9% no preço de comercialização às distribuidoras. Naquela época, se a elevação fosse repassada integralmente ao consumidor final, o preço do gás de cozinha poderia ter alta, em média, de 2,6% ou cerca de R$ 1,55 por botijão. No dia 5 do mês passado, a Petrobras autorizou o reajuste médio de 12,2% no GLP de até 13 kg, que começou a valer no dia seguinte. No início do mês passado, a estatal alertou que a correção aplicada, naquele momento, não repassava integralmente a variação de preços do mercado internacional, exigindo uma nova avaliação, que culminou em novo aumento, o segundo em setembro. Em 5 de agosto, também houve reajuste do GLP residencial, que ficou no patamar de 6,9% em média.

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O Sindigás, por meio de sua assessoria, informou que as empresas distribuidoras associadas à entidade foram comunicadas na manhã desta terça-feira pela Petrobras que o GLP para embalagens de até de 13kg ficará mais caro a partir desta quarta. Conforme a entidade, o reajuste oscilará entre 7,8% e 15,4%, de acordo com o polo de suprimento. “A correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional, com isso, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 6,08% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, reforçou, por nota.

 

 

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