Universitários promovem ação de combate ao câncer de mama com moradoras em situação de rua

Alunos do curso de Publicidade e Enfermagem levaram orientações e “mamamiga” para atendidas da Casa de Passagem Para Mulheres em Situação de Rua

Por Marcio Santos

25/10/2017 às 22h14

Parceria entre estudantes dos cursos de Publicidade e Propaganda e Enfermagem levou orientações para atendidas por instituição juiz-forana (Foto: Daniel Campos/Estácio)

Estudantes dos Cursos de Comunicação Social e de Enfermagem do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora uniram o aprendizado teórico à prática, na noite desta quarta-feira (25), ao levarem informações sobre a prevenção ao câncer de mama para cerca de 20 mulheres atendidas pela Casa de Passagem Para Mulheres em Situação de Rua. A iniciativa faz parte de um desafio proposto pela professora do curso de Comunicação, Tâmara Lis, que tinha como objetivo pensar em como a comunicação pode ser utilizada para promover a cidadania e garantir dignidade a grupos historicamente marginalizados. Com a iniciativa, os estudantes do curso de Publicidade e Propaganda puderam levar informações às mulheres de forma objetiva, através de panfletos, enquanto os alunos de Enfermagem utilizaram o “mamamiga”, um simulador da mama humana feminina, no qual é possível perceber com maior facilidade as possíveis alterações encontradas na mama.

De acordo com o estudante do curso de Publicidade, Bruno Reis, a ideia surgiu a partir da disciplina do curso de Comunicação Comunitária, quando a professora propôs um desafio para os estudantes, de pensarem em uma ação que beneficiasse pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Começamos a pensar em como poderíamos aplicar o aprendizado da sala de aula na prática. Como estamos em plena campanha do Outubro Rosa, mês em que tanto se fala sobre a importância da prevenção ao câncer de mama nos veículos de comunicação, percebemos que essas informações não chegam às mulheres em situação de rua. Então resolvemos focar neste público, após conversarmos com a direção do Hospital Ascomcer e escolhemos a Fundação Maria Mãe, pois as mulheres que frequentam estão na idade de risco, que é entre 35 e 60 anos”, conta.

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Bruno conta ainda que ele e mais cinco estudantes do curso fizeram contato outros quatro estudantes de Enfermagem para fazerem palestra e distribuir folhetos. “As mulheres foram receptivas à palestra e demonstraram um interesse muito grande pelas dicas passadas, pois muitas delas não sabem ler e desconheciam as informações passadas.” O estudante afirma que já agendou para o mês de novembro uma nova visita à fundação para continuar desenvolvendo outros projetos comunitários.

*Colaborou Gláucia Simas

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