Escola em Benfica protesta por liberação de verba

Atualizada às 19h44 Alunos, professores e a direção da Escola Estadual Professor Francisco Faria, com apoio do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e da comunidade local, protestaram contra a demora na liberação de recursos destinados à reforma do prédio do colégio, em Benfica, na Zona Norte. O ato aconteceu na […]

Por Guilherme Arêas

17/06/2015 às 09h12

Atualizada às 19h44

Manifestantes fizeram passeata pelas ruas de Benfica (Foto: Aline Junqueira)
Manifestantes fizeram passeata pelas ruas de Benfica (Foto: Aline Junqueira)

Alunos, professores e a direção da Escola Estadual Professor Francisco Faria, com apoio do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e da comunidade local, protestaram contra a demora na liberação de recursos destinados à reforma do prédio do colégio, em Benfica, na Zona Norte. O ato aconteceu na manhã desta quarta-feira (17), quando os manifestantes pediram que os R$ 593.553,99 que já foram reservados à ampliação da escola sejam liberados.

Conforme a diretora, Vera Lúcia Reis Zambelli, a instituição aguarda o recurso há seis meses e já realizou a licitação da empresa que irá executar as obras. “A escola está em estado precário. Chove dentro da cozinha e do refeitório. Às vezes, precisamos usar sombrinhas e até levar a comida para dentro da sala de aula. Temos oito computadores lacrados, mas não temos um laboratório de informática. Só temos um depósito geral, onde é guardado de tudo, desde arquivo morto até a merenda”, desabafa.

Os R$ 593 mil referem-se à primeira parcela da verba, que será usada para iniciar a construção do segundo andar. Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que “a obra de reforma geral da Escola Professor Francisco Faria foi autorizada em dezembro do ano passado e, agora, a SEE empenha esforços para que o recurso seja liberado. A SEE está estabelecendo prioridades para implementar a reforma das escolas, uma vez que recebeu da gestão anterior boa parte dos prédios em situação de precariedade”.

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Alunos da Escola Estadual Delfim Moreira, conhecida como Grupo Central, também aguardam, há quase dois anos, o início da restauração do Palacete Santa Mafalda, na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Braz Bernardino, Centro. Já a Escola Ana Salles, em Benfica, Zona Norte, com estrutura de latão e compensado de madeira, busca a construção de uma nova sede há seis anos. Em março deste ano, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais visitou ambas as instituições e enviou um relatório à SEE, pedindo que elas fossem priorizadas.

A SEE informou que 68% das instituições pertencentes à Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora encontram-se em situação ruim, com demandas antigas por obras. “Uma das prioridades é a reconstrução do prédio da Escola Ana Salles, que se encontra em situação de vulnerabilidade e precariedade. O projeto da obra foi reajustado e será encaminhado à diretoria de rede física da SEE. A secretaria, agora, empenha esforços para que o recurso seja liberado e a obra iniciada o mais breve possível.” A pasta ainda afirmou que a restauração do Palacete Santa Mafalda também está entre as prioridades. No entanto, por se tratar de um prédio tombado pelo patrimônio municipal, o projeto aguarda aprovação dos órgãos competentes.

 

 

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