Policial civil é morto a tiros em Juiz de Fora

Suspeita é uma mulher de 24 anos, com quem a vítima já teve um relacionamento; ela ainda não foi encontrada pela polícia

Por Tribuna

14/11/2017 às 10h01

Crime aconteceu na Rua do Monte, no Vitorino Braga. (Foto: Olavo Prazeres)

Um policial civil de 57 anos morreu após ser baleado na madrugada desta terça-feira (14), no Bairro Vitorino Braga, Zona Leste de Juiz de Fora. Uma mulher de 24 anos, que já teve um relacionamento com a vítima, é apontada como suspeita do crime e ainda não foi encontrada pela polícia. Ela teria usado a arma do próprio policial, uma pistola ponto 40, para cometer o crime, que teria sido praticado em frente à filha dela, de 5 anos. Antônio Geraldo Peters Neto, conhecido como Alemão, foi atingido com três tiros, na cabeça, no abdome e no braço, sendo encaminhado ao Hospital Monte Sinai. A assessoria de comunicação do hospital informou que o homem chegou a dar entrada na UTI, mas morreu no centro cirúrgico, na manhã desta terça-feira.

A Polícia Militar já havia registrado uma ocorrência de porte ilegal de arma de fogo, em setembro, quando a mulher apontou a arma para o policial. Na ocasião, ela foi ouvida e liberada. Em nota, a Chefia da Polícia Civil de Minas Gerais informou que Antônio era lotado na Central de Flagrantes (Uniflan-Barreiro), em Belo Horizonte, e estava de licença para se aposentar. O corpo do policial civil está sendo velado na capela 1 do Cemitério Municipal de Juiz de Fora e será enterrado às 17h no Cemitério Parque da Saudade.

O crime ocorreu próximo à casa onde a mulher morava com o ex-marido, de 27 anos, na Rua do Monte. Apesar de já estarem separados, os dois jovens ainda dividiam o mesmo imóvel. Na ocorrência registrada por volta das 3h30 desta terça-feira, a polícia informou que a mulher e o ex-marido dela voltavam para casa junto com a filha de 5 anos e um casal de amigos, após o grupo sair para comer um lanche. Conforme informado no Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), o policial civil estaria em um beco próximo à Rua do Monte. A mulher foi até o local e voltou contando ao grupo que Antônio queria reatar o namoro e que a teria ameaçado de morte, caso ela não voltasse para ele.

Ainda de acordo com o registro da Polícia Militar, a vítima teria saído do beco onde estava e ido até seu carro, saindo em alta velocidade e parando em frente a uma loja de eletrônica de autos, onde a mulher estava com o ex-marido e a filha. O policial e a mulher teriam entrado na loja, que também serve de moradia, e começado a discutir. Em meio à discussão, Antônio teria sacado a arma. A mulher conseguiu tomar o armamento da mão de Antônio e atirou três vezes contra ele.

Uma ambulância do Samu esteve no local e estabilizou a vítima, que foi encaminhada ao Hospital Monte Sinai, onde acabou morrendo. A perícia da Polícia Civil foi acionada para realizar os trabalhos de praxe. Os policiais militares fizeram buscas pela mulher, mas ela não foi localizada. A arma usada no crime e o carro onde estava o policial foram apreendidos.

O ex-marido da suspeita foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil informou que as investigações já foram iniciadas e diligências estão sendo feitas para localizar a suspeita. O caso é apurado pelo delegado Rodrigo Rolli, titular da Delegacia Especializada de Homicídios.

 

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Histórico

No dia 24 de setembro deste ano, a suspeita de matar o policial Antônio Geraldo Peters Neto já havia sido flagrada pela Polícia Militar com a arma do agente, possivelmente a mesma que ela teria usado para supostamente cometer o crime desta terça-feira. O episódio ocorreu também no Bairro Vitorino Braga, nas imediações de onde ocorreu o crime mais recente. De acordo com informações do Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), a PM recebeu uma denúncia anônima de que a jovem estava armada em via pública e que apontava o armamento para seu namorado.

Uma viatura se deslocou para a Rua do Monte, e os policiais se depararam com a suspeita segurando a pistola ponto 40 e com o policial civil tentando acalmá-la. Os policiais militares perceberam que a arma estava destravada e começaram a tentar acalmar a mulher, que acabou acatando a ordem dos militares e jogou a pistola no chão. A arma estava carregada com 14 munições e em condição de uso imediato.

Segundo o documento policial, a confusão chamou a atenção e várias pessoas se aglomeraram na rua. Na ocasião, o policiai civil Antônio Geraldo Peters Neto disse aos militares que a suspeita era sua namorada e que ele havia ido até o local para conversar com ela assuntos relacionado ao namoro deles. Porém, segundo o civil, ao se aproximar da suspeita, ela teria puxado a arma da cintura dele e passou a questionar sobre o motivo de ele ter ido atrás dela.

Já a mulher, conforme a PM, afirmou que pegou a arma por temer que o homem acabasse tentando a matar durante uma possível briga entre o casal. Ela confirmou que se negou a entregar a arma ao policial, mesmo ele tendo pedido a ela várias vezes. A suspeita foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e foi levada para a delegacia, onde foi ouvida e liberada. A pistola foi apreendida.

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