Nilmário vem a JF para falar sobre violência contra jovens negros

Secretário de Estado participará de um debate na segunda-feira, no Polivalente de Benfica

Por Tribuna

11/08/2017 às 17h31 - Atualizada 11/08/2017 às 17h31

O secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania do Governo de Minas, Nilmário Miranda, estará em Juiz de Fora, nesta segunda-feira (14), para participar de um debate com o tema “Evolução de homicídios no Brasil de 2005 a 2015: genocídio simbólico contra jovens negros no país”. O evento, promovido pelo Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH) JF/Zona da Mata e pela Superintendência Regional de Ensino, será sediado na Escola Estadual Presidente Costa e Silva (Polivalente de Benfica), no Bairro Benfica, Zona Norte, com início previsto para as 8h30.

Além do secretário, estarão presentes o deputado federal Reginaldo Lopes, que presidiu a CPI da violência contra jovens e negros e pobres, o agente de cidadania do CRDH, Agnaldo Paiva; e a líder comunitária Adenilde Petrina. O evento é voltado para os 400 alunos do Polivalente de Benfica, que recebe estudantes da região com histórico de rixa entre grupos de jovens marcados por atos de violência.

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“O objetivo é mostrar o levantamento do Atlas da Violência de 2017, que faz um balanço entre 2005 e 2015 e um relatório amplo sobre a mortalidade da juventude negra, pois os dados nos levam a concluir que existe um genocídio dos jovens negros no Brasil. As estatísticas mostram que, para cada dez pessoas que são assassinadas no Brasil, sete são negras e 60% delas são jovens. É um dado alarmante, e isso precisa ser combatido. A forma de enfrentamento é a adoção de políticas públicas que resgatem a autoestima e a identidade desses jovens, que incluam definitivamente os jovens negros por meio da educação, esportes, artes e outros meios. O enfrentamento da violência contra a juventude negra tem que ser imediato e prioritário, porque o Brasil é um país de grande desigualdade e um dos fatores estruturantes dessa desigualdade é o racismo”, afirma o agente de cidadania do CRDH, Agnaldo Paiva.

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