Turismo na base da pedalada

Bias Fortes é uma das cidades que receberam a placa de orientação da Volta das Transições Placas começaram a ser instaladas em pelo menos três etapas do circuito Roteiro terá mais de 400 quilômetros e passará por dez cidades, como Pedro Teixeira (acima e à esquerda) O Estado de Minas deve ter em breve mais […]

Por Tribuna

30/03/2016 às 07h00

Bias Fortes é uma das cidades que receberam a placa de orientação da Volta das Transições

Bias Fortes é uma das cidades que receberam a placa de orientação da Volta das Transições

Placas começaram a ser instaladas em pelo menos três etapas do circuito

Placas começaram a ser instaladas em pelo menos três etapas do circuito

Roteiro terá mais de 400 quilômetros e passará por dez cidades, como Pedro Teixeira

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Roteiro terá mais de 400 quilômetros e passará por dez cidades, como Pedro Teixeira (acima e à esquerda)

O Estado de Minas deve ter em breve mais um projeto de cicloturismo para os aficionados pela atividade. Ligado à Associação dos Municípios do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, o projeto Volta das Transições deve ser implementado em junho, mês em que deve ser realizado o lançamento oficial da iniciativa. Idealizado por Gabriel Fortes, a Volta das Transições terá mais de 400 quilômetros de extensão e passará pelos dez municípios integrantes do Circuito Serras de Ibitipoca (Santa Rita de Jacutinga, Rio Preto, Olaria, Lima Duarte, Pedro Teixeira, Bias Fortes, Santa Rita de Ibitipoca, Ibertioga, Santana do Garambéu e Bom Jardim de Minas), oferecendo ao ciclista orientações geográficas e indicações de gastronomia e hotelaria, entre outros.

Segundo Gabriel Fortes, a ideia para a Volta das Transições surgiu há três anos. Dono de uma agência de cicloturismo, ele já realizava rotas na região para os interessados, mas imaginava que poderia ser feito algo ainda maior. “Escrevi um roteiro de forma que abarcasse todas as dez cidades, aumentando a integração entre elas, e o apresentei para a Associação dos Municípios do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca, que o aprovou de forma unânime. Os prefeitos que participaram das reuniões gostaram muito do projeto”, diz. Com a aprovação, Gabriel foi a campo e fez sozinho todo o mapeamento do circuito, incluindo aí todos os atrativos de cada cidade. Também foi realizada uma visita técnica para conhecer o Vale Europeu, iniciativa de cicloturismo existente em Santa Catarina e do qual aproveitou algumas ideias para aperfeiçoar a Volta das Transições – nome tirado de uma peculiaridade de Ibitipoca, que é um local de transição da Mata Atlântica para o Campo das Vertentes.

No total, a Volta das Transições terá 408 quilômetros de extensão em sete etapas, passando pelos dez municípios, que poderão ser cumpridas não apenas de bicicleta, mas também por jipe, moto, cavalo ou trekking (caminhada). O marco inicial escolhido foi Santa Rita de Jacutinga, mas o viajante poderá iniciar seu trajeto por qualquer uma das outras etapas. Ele poderá pegar o cartão do projeto nas prefeituras, secretarias de turismo ou comércios selecionados das cidades participantes, recebendo o carimbo em cada parada. Após passar pelas dez cidades, será concedido um certificado. Quem decidir encarar toda a jornada de uma vez (é possível percorrer as etapas de acordo com a disponibilidade de cada um) irá gastar, inicialmente, entre sete e oito dias para o passeio de bicicleta – ou entre dois e três dias no caso de veículos motorizados. O tempo, porém, pode ser estendido caso a pessoa deseje aproveitar as belezas naturais ou demais atrações de cada localidade. “A região é propícia para a atividade do cicloturismo. Tem um visual exuberante, estrutura para o ciclista e vias para realizar a atividade.”

Trajeto detalhado

De acordo com Gabriel Fortes, todas as informações sobre a Volta das Transições estarão disponíveis – provavelmente em junho – em um link no site www.serrasdeibitipoca.com.br, além da página da Associação dos Municípios do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca. No site, o cicloturista terá informações sobre o roteiro, opções gastronômicas e de hospedagem, entre outras, além de poder escolher se desejará fazer o passeio sozinho ou com a presença de um guia contratado. O trajeto terá sinalização em diversos pontos, com distâncias variáveis, mas sempre presente nos entroncamentos. As placas de orientação, com cerca de um metro de altura, já foram instaladas em duas das sete etapas do trajeto, abrangendo as cidades de Lima Duarte, Bias Fortes e Ibertioga, contendo informações como coordenadas geográficas, distâncias, localização do município e bacia hidrográfica em que se encontra. “É o mínimo de informação que o ciclista precisa. Cada marca tem, ainda, uma distância em quilômetros a partir do ponto zero (Santa Rita de Jacutinga)”, explica.

Antes de ser oficialmente implantado, Gabriel diz que a associação realizará um evento convidando as associações de mountain bike e ciclistas da região. Mas só o anúncio de que a Volta das Transições será implementada, com todas as informações e estrutura que serão oferecidos, já vem despertando o interesse de outros setores. “O projeto vai ajudar a tornar as cidades mais conhecidas. Tenho alguns amigos, inclusive, que já querem fazer eventos a partir do roteiro, incluindo mountain bike, cavalgada e motociclismo de lazer”, comemora.

 

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