Segurança do imóvel é prioridade

Conheça os dispositivos e as medidas que podem ser utilizados para aumentar a segurança residencial e os cuidados específicos para o período de viagem

Por Gracielle Nocelli

07/12/2017 às 07h00

A concertina está entre os equipamentos mais utilizados para garantir segurança (Foto: Marcelo Ribeiro)

A segurança é um dos principais motivos de preocupação dos moradores de cidades como Juiz de Fora, que vive processo de crescimento e o consequente aumento da violência. O uso de dispositivos eletrônicos, o treinamento de funcionários e a conduta dos moradores são apontados por especialistas como as principais estratégias de prevenção. No período que antecede as festas de fim de ano e as férias, momento em que muitas famílias deixam suas casas para viajar, os cuidados devem ser redobrados.

Esta semana, a Polícia Militar anunciou que o início da Operação Férias Seguras acontecerá em 2 de janeiro, quando um maior efetivo estará nas ruas da cidade com o objetivo de promover a prevenção contra arrombamentos a residências.

Nos condomínios, verticais ou horizontais, a portaria deve ser o centro das atenções quando o assunto são medidas de segurança. Para quem mora em outros tipos de residência, os equipamentos eletrônicos podem ser uma boa alternativa para prevenir os riscos.

Equipamentos de todos os tipos e para todos os bolsos

O sócio da i9 Administradora de Condomínios, Lucas Scapim, explica que a segurança dos imóveis se dá por um conjunto de fatores. “Inclui desde barreiras físicas, o treinamento de funcionários até a cooperação dos moradores.” Segundo ele, o uso de dispositivos eletrônicos pode ser adotado para qualquer tipo de imóvel, não apenas os de alto padrão, sendo a escolha dos produtos adequada de acordo com a situação financeira dos moradores. “Dentre os equipamentos mais utilizados estão alarmes, sensores infravermelhos, cercas elétricas, concertina (arame espiralado com lâminas pontiagudas e cortantes), monitoramento de vídeo 24 horas, luz de presença, aumento da altura de grades e muros”, enumera. “Quem tem o poder aquisitivo menor pode optar pelos equipamentos mais em conta, como a concertina ou um circuito de câmeras mais simples.”

O diretor comercial da Segmax, José Claúdio Moreira, destaca outros equipamentos que podem ser usados por condomínios. “Há o controle de acesso, que é um sistema para identificação de pessoas na portaria; as antenas para veículos, que também permitem a liberação da entrada quando o automóvel identificado se aproxima; o portão eletrônico e a fechadura de eletroímã.”

Ele destaca que os condomínios juiz-foranos têm recorrido aos equipamentos para oferecer maior segurança aos moradores. “Não temos estatísticas de quanto um dispositivo pode reduzir assaltos ou arrombamentos, mas sabemos que nos locais em que já foram registrados casos do tipo, as situações pararam de ocorrer após a instalação dos aparelhos. É fato que eles inibem a ação dos meliantes.”

José Cláudio também concorda que estes métodos de segurança podem ser usados para todos os imóveis. “Em condomínios maiores, os valores ficam mais baratos, pois há mais moradores para dividir os valores. Em geral, os equipamentos de segurança são instalados na portaria e na garagem, que são únicas para todos os condôminos.”

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Cuidados na portaria dependem de todos

Administradora, síndico e condôminos, todos são responsáveis pela segurança do prédio e devem receber treinamento (Foto: Reprodução)

Na opinião do sócio da i9 Administradora de Condomínios, Lucas Scapim, os dispositivos eletrônicos apenas auxiliam na segurança dos imóveis. “O mais relevante é a conscientização dos moradores e profissionais sobre os procedimentos de segurança dos prédios.” Neste caso, a portaria deve ser o local de maior atenção. “O porteiro tem um papel muito importante e deve conhecer e cumprir a regras do condomínio, controlar acesso de visitantes e veículos, permitir entregas apenas com autorização e ficar atento aos prestadores de serviços. Há empresas que trabalham com o treinamento de funcionários para evitar golpes e situações de risco”, destaca o outro sócio da i9 Administradora de Condomínios, Gabriel Neves.

Nas moradias em que não há a presença de porteiro, o controle deve ser feito pelos próprios moradores, como explica a proprietária da R &G Administração de Condomínios, Ameliana Gravina Roque de Carvalho. “Nas palestras e cursos sobre segurança que participo, sempre é dito que o meliante entra pela porta da frente, e que quem permite a entrada é o próprio morador.”

Ela relembra um caso recente que ganhou grande repercussão em Juiz de Fora de um rapaz que se apresentava nos prédios como parente de um dos moradores para aplicar golpes. “O primeiro passo para garantir a segurança é certificar que os procedimentos do condomínio são de conhecimento de todos. As normas devem ser conhecidas e praticadas.” Ela explica que, via de regra, as construtoras quando entregam os prédios já criam estas regras, que são avaliadas também pela administradora.

Natural do Rio de Janeiro, Ameliana afirma que quando se mudou para Juiz de Fora imaginou que o crescimento da cidade poderia trazer impactos na segurança. “Por isso, sempre participo de palestras com este tema, que considero de muita relevância. Mas no condomínio, ele deve ser tratado em conjunto pela administradora, o síndico e os moradores.”

Alerta para as férias

Para garantir a segurança da residência no período em que estiver fora é importante tomar alguns cuidados. Uma das orientações da Polícia Militar é não deixar o imóvel com aspectos de vazio, como cortinas e persianas totalmente fechadas, luzes acesas durante o dia e à noite, além do acúmulo de correspondências. O ideal é pedir a alguém de confiança que possa visitar o imóvel de vez em quando para resgatar correspondências e movimentar o ambiente.
Antes de viajar é importante assegurar que portas, janelas e portões estejam trancados. Passagens internas também devem ser fechadas para dificultar o acesso em caso de invasão. A Polícia Militar alerta, ainda, para não deixar escadas e ferramentas visíveis, estes objetos podem facilitar a entrada de invasores.

 

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