Painel 11 de outubro de 2017

Por Tribuna

11/10/2017 às 06h30 - Atualizada 10/10/2017 às 20h52

Mulheres na política

O relatório divulgado pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) apontando que o Brasil ocupa a 115ª posição no ranking mundial de presença feminina no Parlamento, dentre os 138 países analisados na pesquisa, será o tema da mesa-redonda “Mulheres e Participação Política”, na quinta-feira (19), às 17h, no Anfiteatro II do Instituto de Ciências Humanas da UFJF. Apesar desses números, o relatório aponta que a participação de mulheres na política brasileira cresceu 87% entre janeiro de 1990 e dezembro de 2016, 6% a mais do que a média mundial no período. No último pleito, duas mulheres foram eleitas para a mesma legislatura em Juiz de Fora: Ana Rossignoli e Sheila Oliveira. O evento contará com a presença da vereadora de Belo Horizonte Áurea Carolina (PSOL), da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e da cientista política e professora da UFJF Marta Mendes da Rocha.

Votos nulos

Em mais uma participação nos debates da Rádio CBN, os professores Rubem Barboza e Raul Magalhães fizeram uma avaliação da reforma produzida pelo Congresso e de outras ações na pauta do debate nacional. Advertiram, por exemplo, que o número de votos brancos e nulos no pleito de 2018 deve ser mais alto do que o de períodos anteriores por conta do desgaste das instituições políticas. Fizeram as contas e destacaram que muita gente está deixando de ir às urnas.

Moralismo

Os dois cientistas políticos advertiram também para o discurso moral, que está substituindo a política. Tal sintoma não é bom para a democracia, por ser forjado, sobretudo, sobre bases religiosas, quando é a política a via de transformação. A direita extremada, que também se mostra, sobretudo, na Europa, ocorre quando a moral prevalece sobre a política, destacaram.

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Queimou etapa

O vídeo em que a vereadora Ana Rossignoli (PMDB) anuncia seu apoio ao vereador Adriano Miranda, pré-candidato a deputado estadual pelo PHS, no qual também se anuncia como pré-candidata a prefeita em 2020, causou desconforto dentro do PMDB. Uma liderança disse que a vereadora queimou etapas, pois antecipou uma disposição antes mesmo de discutir com o partido. “Salvo se ela tem planos de migrar para outro partido”, destacou. O apoio a Adriano também provocou ruídos, pois o PMDB terá candidatos próprios a uma cadeira na Assembleia, mas a vereadora preferiu apoiar um nome de outra legenda.

 

Tribuna

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