Paixão carijó

Por Renato Salles

15/09/2017 às 15h26 - Atualizada 15/09/2017 às 15h59

Surpreendendo a quase todos – inclusive este que escreve – a campanha do Tupi na Série C foi um sucesso até aqui. Sem estrelismo, o grupo se tornou um time e assimilou o conceito de entrega defendido desde sempre pelo técnico Aílton Ferraz. O comprometimento trouxe justos resultados e abre portas nem tão inesperadas, uma vez que, desde 2014, a Série B sempre apareceu como sonho possível ou realidade para os juiz-foranos.

Pessoalmente, ver o Galo Carijó – uma vez mais – perto de um objetivo que me desafia desde a tempestade de 1997 é de encher os olhos de brilho e o coração de esperança. A decisão que se inicia neste sábado traz um sentimento extra para mim. Palco do primeiro confronto, o Castelão reserva parte de grandes emoções no futebol, pois foi onde vivenciei cinco jogos de uma Copa do Mundo.

O bacana é que está experiência pessoal também remete ao Tupi. No distante e eterno 24 de junho de 2014, tive a sorte de assistir ao jogão entre a campeã Alemanha contra Gana da primeira fila do estádio, bem no centro do gramado. O que mais me marcou naquele 2 a 2, porém, não foi o gol de Klose – que bateu o recorde de Ronaldo como o maior artilheiro de Copas – , mas a bandeira do Tupi que consegui esticar à beira do campo e aos olhos de todo o planeta. Assim, no duelo de amanhã, tenho certeza de uma coisa: o Castelão já conhece a paixão do juiz-forano pelo Carijó.

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Renato Salles

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