10 dicas para levar vinho de casa e beber no restaurante

A tal “taxa de rolha”, o preço cobrado pelos restaurantes para que você possa levar sua própria bebida, apesar de ser uma prática comum, ainda é assunto controverso. Vamos falar sobre isso?

Por Claudia Figueiredo

28/09/2017 às 16h30 - Atualizada 29/09/2017 às 10h10

Esta semana, o Chef Gabriel Bastos, do Savoir Faire, em Juiz de Fora – MG, publicou em uma de suas redes sociais (veja abaixo) falando sobre a Taxa de Rolha. O assunto gerou bastante comentários e virou “trend topic” em algumas rodinhas de conversa. Para alguns, é algo corriqueiro, para outros, é um abuso. A verdade é que a tal “taxa de rolha”, o preço cobrado pelos restaurantes para que você possa levar sua própria bebida, apesar de ser uma prática comum, ainda é assunto controverso. Por isso, vamos falar hoje sobre a Taxa de Rolha.

O que é?

A taxa de rolha é cobrada aos clientes que levam suas próprias bebidas a restaurantes e estabelecimentos. Trata-se de qualquer tipo de bebida visto que ela pode incidir sobre espumante, cerveja, uísque, refrigerante, enfim, sobre qualquer tipo de bebida. O mais comum, porém, é utilizá-la para vinhos mesmo. Afinal, você já viu alguém levando a própria água, refrigerante ou cerveja para um restaurante?

O motivo da taxa é facilmente explicado: ao tomar sua própria bebida, o restaurante terá que disponibilizar copos/taças adequados, balde de gelo e outros serviços. De acordo com o Portal do Consumidor, “a cobrança pode ocorrer, desde que informada de maneira clara ao consumidor”. Porém, segundo as informações disponibilizadas no site, “o estabelecimento não é obrigado a permitir a entrada do consumidor com bebidas de outros lugares”.

Em nosso país, de dimensões continentais, com clima tropical e ainda com baixo consumo per capita de vinho – se comparado a outros países da própria América do Sul, como Uruguai e Argentina, por exemplo –, cada estabelecimento se comporta de uma maneira: há lugares que barram a entrada de bebidas de fora; outros, porém, liberam sem qualquer cobrança e há os que cobram pela taxa (desde valores simbólicos até algo mais expressivo).

Manual de etiqueta da taxa de rolha

E, a não ser que alguém deseje acabar com empregos de sommeliers e maîtres, é bom que siga um manual de etiqueta da taxa de rolha:

1 – Se pretende levar um vinho ao restaurante, ligue antes e se informe sobre as regras do local;

2 – Cheque os valores da rolha antecipadamente;

3 – Escolha uma garrafa cujo valor na prateleira seja equivalente ou superior ao da taxa de rolha.

4 – Se você for levar mais de um vinho, é de bom tom que você consuma uma garrafa da casa, por exemplo, um espumante de entrada ou o vinho de sobremesa.

5 – Não é elegante levar um vinho que exista na carta do estabelecimento;

6 – E, caso não exista cobrança de taxa de rolha, é elegante dar gorjeta à parte pelo serviço de sommelier;

7 – No caso de isenção, use o bom senso. Culinária refinada não combina com bebida ruim;

8 – Não se deve levar um vinho exclusivamente para economizar, ainda que isso seja possível;

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9 – Seja discreto ao levar o vinho. Leve-o embalado em bolsa específica para transporte e entregue-o diretamente ao maître ou sommelier antes mesmo de ir tomar seu lugar à mesa;

10 – Tenha certeza de que o vinho que você escolheu harmoniza bem com os pratos servidos no estabelecimento.

Rolha zero

Sejam ações de marketing ou de logística por parte dos restaurantes, opiniões colhidas entre amigos que costumam jantar fora podem nortear essas estratégias. Aqueles que se dispuseram a responder a pergunta “Por quê você levaria o próprio vinho para um restaurante?” traçaram o seguinte panorama:

1 – Orçamento apertado;

2 – Para levar o vinho recebido no último aniversário;

3 – Para comer bem e beber de acordo;

4 – Porque é de uma safra especial;

5 – Para poder pedir entrada e/ou sobremesa;

6 – Para poder levar os filhos e agregados (namorados e namoradas) sem ter que dividir a conta;

7 – Para experimentar o cardápio novo do chef;

8 – Porque a margem de lucro que os restaurantes colocam sobre os vinhos da carta é muito alta;

9 – Para jantar em um lugar bacana sem gastar muito com o vinho;

10 – Para ter oportunidade de abrir aquele vinho caríssimo.

Seja qual for o motivo, seguem aqui mais duas dicas: não leve garrafa menor que a de 375 ml ou maior que magnum (1,5 l). E se for sorver sua bebida em baixa temperatura, leve-a gelada.

Um beijo e um brinde.

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Post do Chef Gabriel Bastos sobre a Taxa de Rolha

Claudia Figueiredo

Claudia Figueiredo

Jornalista e Radialista. Cozinheira por amor e por encomenda. Autora do livro "Na Cozinha com Claudinha" e organizadora do livro "Os Segredos do Fátima Buffet". Blogueira do www.gastrocomamor.com.br

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