Piloto de JF segue firme no Brasileiro de Marcas 1.6. Eu fui!

Por Dudu Mazzei

01/10/2017 às 02h36 - Atualizada 01/10/2017 às 02h39

Semana passada fui ao autódromo Velo Città  (a pronúncia correta é Velotchitá) com o piloto de Juiz de Fora Luiz Guilherme Filgueiras. Ele foi participar da 5ª etapa do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos 1.6. Adoro corridas, o ambiente dos boxes, a pista etc. Me sinto em casa. Fome, sede e torrar debaixo do sol ficam em segundo plano. E andar? Para conseguir acompanhar a corrida e tirar fotos de bons ângulos, tenho que “comer as canelas” em volta do traçado. Porém, quando a gente é apaixonado…

Os pegas são acirrados. Os carros andam praticamente embutidos, uns nos outros. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Guilherme  correu com seu Gol  branco modelo “bolinha” (numeral 66). O motor  é o admirado AP 1.6 a álcool com injeção eletrônica, aspirado, ou seja, não tem turbo compressor. Desenvolve cerca de 180 cavalos de potência. Dependendo do circuito, beira 200km/h. Pelo regulamento o modelo do carro tem que ser homologado e seguir as normas da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e federações estaduais. O torneio é nacional, com participantes do vários estados.

O piloto Guilherme Filgueiras se preparando para entrar no carro. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Destaco alguns dos muitos detalhes que diferem dos carros de rua: gaiola interna de segurança (santo-antônio), banco especial para corrida, cinto de segurança de seis pontas, pneus normais. Toda forração interna é retirada e outros itens são alterados visando maior segurança e desempenho.

O calor estava intenso dentro e fora da pista. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Nesta etapa, acompanhei de perto o stress – normal em competições, do amigo Guigui. Na sexta-feira, dia dos treinos livres, um vazamento de óleo danificou o motor, obrigando seu preparador conhecido por “Gordo”, da AGB Preparações a substituir por outro, um pouco menos forte.

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A suspensão é toda retrabalhada para suportar um grande esforço. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Motor trocado, carro de novo na pista e uma peleja: o propulsor falhava em rotações mais altas. Depois de uma minuciosa e demorada revisão, descobriram que o problema era a central eletrônica.

Na desafiadora curva 1 a freada é forte. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Com poucas oportunidades de treinar, Guigui foi para a pista sem ter como acertar o carro. Mesmo assim, chegou em 5º lugar na primeira bateria.  Como o grid é invertido na segunda corrida entre os seis competidores da ponta, o Gol #66 largou na segunda posição. O calor estava infernal, provocando muitas quebras.

Após a última volta, o fiscal de pista agita as bandeiras em comemoração ao término de mais uma etapa. (Foto: Dudu Mazzei)

 

Sabendo disso, o competidor juiz-forano optou por poupar material. “Deu certo! Terminei a segunda corrida na 4ª posição, ocupando a 5ª colocação no campeonato, lembrando que estou encarando os melhores pilotos e equipes do Brasil. No balanço final, fiquei muito bem e espero terminar entre os top 5 do torneio”, comemora Guilherme.  As duas etapas restantes serão em Londrina e Interlagos (São Paulo).

No pódio, Guigui – de macacão todo preto, comemorou o (bom) resultado. (Foto: Dudu Mazzei)

Dudu Mazzei

Dudu Mazzei

Nascido e criado em JF, formado em Técnico de Mecânica no CTU da UFJF, mecânico desde 1984, tenho uma oficina de carros desde 1986, sou jornalista e fotógrafo desde 1989. Participo de provas de automobilismo há mais de 35 anos como mecânico/preparador, fotógrafo ou jornalista. Às vezes, todas as funções ao mesmo tempo. Sou também consultor automobilístico e instrutor de mecânica de autos.

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